Meio milhão de crianças são “Heróis do Sol Saudável”

Com a chegada do bom tempo começam as idas à praia, as brincadeiras ao ar livre e uma maior exposição ao sol. E embora o sol tenha os seus benefícios para a saúde, pode, no entanto, transformar-se num perigo. A palavra de ordem é prevenir. É neste contexto que a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) voltou às escolas pelo 4º ano consecutivo.

A campanha “Heróis do Sol Saudável”, da LPCC, já anda pelas escolas de todo o país para sensibilizar mais de meio milhão de crianças para os perigos de uma exposição solar inadequada.

O projeto, que conta com o apoio da Direção-Geral de Educação, irá abranger as escolas do 1º ciclo do ensino básico, públicas e privadas, de todo o país. “Depois de quatro anos de sucesso desta iniciativa, pretende-se que as crianças sejam os grandes embaixadores desta causa da proteção solar e que sejam os verdadeiros ‘Heróis do Sol Saudável’, refere a LPCC. Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPCC, Vítor Veloso, explicou que o projeto “tem como intenção fazer compreender que o sol é necessário para a saúde, mas tem perigos” que é preciso prevenir.

Dirigida a crianças entre os oito e os 12 anos, esta campanha lembra que no período de exposição solar “devem andar de t-shirt, usar boné, óculos escuros”, e que devem colocar protetor solar, com fator entre 30 a 50, pelo menos “de duas ou de três em três horas”.

As crianças não estão livres de ter cancro de pele e “quanto mais clara e sardenta a criança for” maior é o risco, porque estas crianças “têm um fotótipo muito sensível”, devendo por isso ser reduzida ao mínimo a sua exposição ao sol.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro aconselha que as crianças até aos três anos “não devem ser expostas à luz solar”, principalmente “nas horas mais perigosas”, entre as 11h30 e 15h30, disse Vítor Veloso. Recordou ainda que “o efeito do sol não passa de um ano para o outro: É cumulativo” e no caso de um escaldão a situação “agrava-se muito mais”.

O presidente da LPCC salientou que a adoção de comportamentos responsáveis “poderão evitar os 10 mil novos casos de cancro da pele que todos anos aparecem e que são uma preocupação”.

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