+ atenção…

A família e a escola têm uma missão e uma responsabilidade diferenciada, mas complementar no crescimento das diferentes gerações e na possibilidade de educar e formar, gradualmente, a sua “inteligência moral”, que desenvolve a capacidade de saber distinguir o bem do mal; o respeito por si mesmo e pelos outros; o sentido da própria dignidade e da dignidade dos outros; o sentido da vida e a co-responsabilidade no bem comum.

Formar a “inteligência moral”, significa prevenir as jovens gerações das emboscadas do emocional e do sensacional; dar-lhes critérios que lhes permita resolver, criteriosamente, os problemas morais com que se debatem nesta sociedade de múltiplas e contraditórias ofertas, muitas das quais altamente perversas, como aconteceu, este ano na queima das fitas, situação denunciada pelo correio da manhã, como afirma a Jornalista Laurinda Alves no artigo de 23/05/2017 intitulado: «Anda um pai a criar uma filha para isto…». “Indo directamente ao assunto e usando a terminologia dos próprios alunos universitários que montaram as barracas das Queimas das Fitas, este ano houve tendas particularmente más em alguns dos queimódromos: a “Tenda das Tetas”, onde bastava “mostrar as mamas” para ter bebidas à borla, e a barraca onde as raparigas também não pagavam se dessem beijos na boca umas das outras. Não estamos a falar de beijinhos infantis (que já seriam de mau gosto, até para raparigas que vivem a sua homossexualidade com autenticidade e sem exibicionismos), mas de beijos pornograficamente demorados, elaborados, incitados e aplaudidos pelos rapazes em volta. Beijos de bordel, dados em estado líquido, note-se, com níveis de alcoolémia de rebentar qualquer escala”.

Fortalecer e humanizar a educação continua a ser uma exigência de enorme peso e valor. Como é possível não se ouvirem vozes de pais e mesmo de colegas a denunciarem tais iniciativas? O que significará este silêncio? Os jovens pela exuberância própria da idade, pensam-se capazes de fazer face a estas emboscadas, mas na realidade dificilmente conseguem. A educação exige maior atenção e dedicação, por parte de todos, mas especialmente das famílias.

Vieira Maria

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

“Parece que estamos a ler a nossa própria vida”

Dez anos depois da publicação, a ‘Amoris Laetitia’ continua a soar menos como um documento e mais como um espelho. “Parece que estamos a ler a nossa própria vida”, conta o casal Betina Rodrigues e João Miguel Nogueira, que nos mostram como o Capítulo II – dedicado à realidade e aos desafios das famílias – permanece atual.

Ler Mais >>

O primeiro lugar onde aprendemos a amar

No Dia Internacional da Família somos convidados a olhar para o lar como o primeiro espaço onde se aprende a amar. Entre gestos de escuta, partilha, perdão e cuidado, é no quotidiano familiar que se formam os laços e se constrói, dia após dia, a educação do coração.

Ler Mais >>

O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’

Tornar mais conhecida a Consagração Secular é o objetivo de uma série de artigos que o Jornal da Família vai publicar ao longo dos próximos meses. A iniciativa tem no horizonte o dia 30 de janeiro de 2027, data em que os Institutos Seculares Portugueses vão celebrar os 80 anos da Constituição Apostólica ‘Provida Mater Ecclesia’. Este documento, publicado pelo Papa Pio XII, reconhece a Consagração Secular como uma forma legítima de vocação na Igreja. No primeiro artigo olhamos para o ano de 1947, para “O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’”

Ler Mais >>