Dia 26 de julho, o “Dia dos Avós!”…

A mais popular das explicações vem do catolicismo. O Papa Paulo VI, que presidiu ao governo da Igreja Católica desde 1963 a 1978, escolheu esta data para homenagear Santa Ana e São Joaquim, os pais da Virgem Maria, canonizados pelo Papa Gregório VIII, em 1584.

Embora não saibamos muito sobre as suas vidas, os Santos Avós de Jesus Cristo são venerados e honrados pelos fiéis há muitos séculos, pois neles contemplamos um exemplo especialíssimo de fé e de esperança, de entrega e de abandono aos desígnios de Deus. Deste modo, apesar da sua idade avançada, receberam de Deus a graça extraordinária de uma Filha Imaculada, destinada a ser a Mãe do Salvador! A Virgem Maria que, algum tempo mais tarde, viria a ser a Mãe de Jesus, neto de Ana e de Joaquim!…  

Durante uma Assembleia do Conselho Pontifício para a Família, o Cardeal Bertone, assegurou, na sua intervenção, que numa sociedade marcada pelo hedonismo e a superficialidade, o papel dos avós é chave na transmissão da fé e dos valores cristãos. Alertando para a situação de muitos jovens cujas vidas manifestam claramente, que os seus valores éticos “são cada vez mais superficiais, e dominados pelo hedonismo imperante”, reconheceu como é importante a missão dos avós, como “autêntica cadeia de transmissão da fé e outros valores às novas gerações”.

Era geral a convicção dos participantes ao manifestar que os idosos jamais deveriam ser marginalizados por serem considerados um problema ou “uma carga”, mas antes apreciados e estimados como um recurso muito valioso.

Em vez de votados ao abandono ou esquecimento, ultrapassados pela cultura dominante em muitos setores da sociedade, que não vê para lá do material ou do benefício imediato… os mais idosos devem ser reconhecidos como um precioso recurso para a família e para toda a sociedade. São os fiéis depositários de uma memória coletiva que pode ajudar a contemplar com esperança o presente e o futuro; são intérpretes privilegiados de ideais e de valores comuns que regem a convivência civil; são idóneos para compreender e explicar a complexidade da vida desde os acontecimentos que tiveram de afrontar, e ensinam de forma convincente a evitar os erros do passado.

É evidente que estes avós são pessoas generosas, disponíveis na colaboração com os pais na formação dos netos, a quem comunicam conselhos e apoio oportunos na educação, conforme as tradições e circunstâncias familiares….

Por outro lado, os anciãos recordam-nos que a vida na terra deve ter como referência valores reais perduráveis, não falsos valores efémeros…

Este papel dos avós na família e na Igreja foi também abordado por Bento XVI na audiência que concedeu aos participantes na Assembleia.

Sublinhou que “a velhice”, com os problemas ligados também aos novos contextos familiares e sociais, por causa do desenvolvimento moderno, deve ser avaliada com atenção e sempre à luz da verdade sobre o homem, sobre a família e sobre a comunidade. Há que reagir com prudência e determinação diante de tudo aquilo que “desumaniza a humanidade”.

Reiterou que os Avós “continuam a ser um exemplo e testemunho de unidade, de valores baseados na fidelidade a um único amor que gera a fé e a alegria de viver”!… 

Texto: Maria Helena Marques – Profª Ensino Secundário

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