Após uma breve pausa o Jornal da Família continua a sua missão. Os desafios são inúmeros, agora que as habituais rotinas tomaram o seu ritmo – trabalho, casa, filhos, educação, escola, compromissos familiares, sociais, religiosos e apostólicos, tempos de formação e lazer, etc. O novo ano letivo arrancou sob o auspício de boas notícias. Foram lançadas novas orientações para o pré-escolar que, para além de outras medidas, dizem não à classificação das crianças nos jardins de infância: “Nem classificação da aprendizagem da criança, nem “juízo de valor sobre a sua maneira se ser”. Também comungo da opinião de que a escola ‘faz mal às crianças’ quando as ‘sufoca’ desde cedo com excessivas ocupações e as submete a aprendizagens inadequadas à sua idade, queimando etapas e comprometendo o seu interesse e motivação para uma aprendizagem mais salutar, em fases sucessivas. Nestas idades tão tenras, o dormir, o brincar, a atenção e a relação afetiva e familiar, o conversar, o descobrir, o experimentar, o saltar, o jogar, o sujar-se, o transpirar com abundância, o fazer barulho, o chocarem-se umas com as outras, são atividades muito saudáveis e necessárias para um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. Privar as crianças de tudo isto, ou viciá-las no uso do digital, só para não importunarem, é retirar-lhes algo que é vital no seu crescimento e na estruturação da sua personalidade. Este ano arranca também a “flexibilização curricular”, em formato projeto/piloto, integrando um conjunto de escolas que se voluntariam para este efeito. As escolas têm oportunidade de gerir 25% da carga horária semanal. Esta medida transfere para as escolas mais autonomia e responsabilidade, por isso é bem-vinda. Destaca-se ainda neste novo ano, a atribuição de ‘manuais gratuitos’ a todo o 1º ciclo, uma medida que se prevê de grande ajuda para muitas famílias.

Vieira Maria

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