Biografia de Monsenhor Alves Brás vai ser apresentada em Roma

A obra “Homem de Deus para a Humanidade – Padre Joaquim Alves Brás (1899-1966)” vai ser apresentada no próximo dia 11 de janeiro no Instituto Português de Santo António, em Roma, (Itália).  A apresentação conta com a presença do autor, Arnaldo Pinto Cardoso – Postulador da Causa de Canonização de Monsenhor Alves Brás e com Maria de Fátima Castanheira, Vice-postuladora e uma das Cooperadoras da Família que participou na investigação para esta obra.

O livro insere-se na evolução do Processo de Beatificação de Monsenhor Alves Brás que decorre na Congregação para as Causas dos Santos, em Roma, desde 1992.

Joaquim Alves Brás nasceu a 20 de março de 1899, em Casegas, concelho da Covilhã e entrou no seminário do Fundão,  Diocese da Guarda, a 19 de novembro de 1917. Foi ordenado sacerdote em 19 de julho de 1925 por D. José Alves Matoso, Bispo da Guarda, e no dia seguinte celebrou a sua primeira missa, na capela do Seminário do Fundão. Joaquim Alves Brás realizava, assim, o grande sonho da sua vida: “ser Padre, ao menos por um ano”.

Foi confessor ordinário do Seminário do Fundão e Diretor Espiritual do Seminário da Guarda.

A partir de 1931 funda várias obras de apoio à família que perduram até aos dias de hoje. Em 1931/32, fundou a Obra de Santa Zita – uma associação que visava acolher, promover e formar humana, espiritual, profissional e socialmente, jovens do sexo feminino que se dedicavam ao serviço da família. Esta Associação é, hoje, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de âmbito ainda mais alargado no apoio à família.

Em 1933 fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Família – um Instituto de vida consagrada, cujo carisma e missão é o cuidado da santificação da família e dos sacerdotes, e cuja espiritualidade se inspira nos exemplos da Sagrada Família de Nazaré.

Em 1960, fundou os Centros de Cooperação Familiar urbanos e rurais, como meios para atingir os fins do Instituto Secular das Cooperadoras da Família.

Nesse mesmo ano, fundou o “Jornal da Família”, para difundir os fundamentais valores da família, para ajudar as famílias a consciencializar a verdade do que são, e para alertar para a importância do papel que desempenham na Igreja e no mundo, enquanto comunidades de vida e de amor.

Em 1962, fundou o Movimento por um Lar Cristão que concorre, de modos diferentes, para o mesmo fim: cooperar com a família, enquanto célula fundamental da Igreja e da sociedade, na realização da sua vocação e missão.

O Padre Joaquim Alves Brás faleceu em 1966 vítima de acidente de viação.  Em 1990 foi introduzido o Processo de Beatificação no Patriarcado de Lisboa e em 1992 o Processo dá entrada em Roma.

Em 15 de março de 2008, em plena celebração do 75º aniversário da fundação do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, o Papa Bento XVI, mandou publicar o Decreto de reconhecimento da heroicidade das virtudes do Servo de Deus, Joaquim Alves Brás.

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