Uma “Igreja em saída” ao encontro da família. Uma aposta das Cooperadoras da Família para o novo ano pastoral

A problemática da vida familiar no centro das preocupações do Plano de Vida e Ação das Cooperadoras da Família

 “Ide onde ninguém vai” – Humildade e Profecia é o lema que orientará o novo ano pastoral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF). Segundo o Plano de Vida e Ação (PVI) para 2018/19 o tema está em sintonia com os anseios do Papa Francisco que exorta o povo cristão a construir uma “ Igreja em saída” e com o Ano Missionário proclamado pelos bispos portugueses com a Nota Pastoral “Todos, tudo e sempre em missão”.

Quase um século depois, o pedido deixado pelo Fundador da Família Blasiana continua a servir de guia às Cooperadoras da Família. ”Há tanta miséria no corpo e na alma de tantas pobres raparigas que vivem longe do Senhor e em tantas famílias que vivem sem Deus. É aí que eu gostaria que estivesse uma Cooperadora da Família a fazer o bem”, escreveu o Padre Joaquim Alves Brás.

A evolução da sociedade trouxe novos contornos às problemáticas sociais e as Cooperadoras da Família olham hoje com preocupação para as famílias que “vivem sem Deus, dilaceradas pela voracidade do consumo, das seduções, do parecer, do ter, do prazer, ´perdidas´ nas teias do efémero e dos inúmeros dramas humanos causados pelas separações e divórcios”, lê-se no texto de apresentação do PVI 2018/19. Perante esta realidade “o desejo do fundador continua a gritar hoje aos nossos ouvidos e a impelir-nos à ´saída´”, afirmam. Como continuadoras da obra de Monsenhor Alves Brás, as Cooperadoras da Família sentem-se “desafiadas a ir ao encontro de todos, especialmente das famílias, onde quer que se encontrem”.

Perante as interpelações da realidade familiar e juvenil “o Conselho Gerald o ISCF pretende colocar no centro das preocupações de todo o Instituto, o dinamismo missionário, revigorando a sua espiritualidade e fomentando a sua prática”. As Cooperadoras da Família acreditam que esta será uma oportunidade para anunciar a Boa Nova de Jesus mas também para se darem a conhecer, revelando a sua “identidade, vocação e missão”.

A Família Blasiana mergulha no carisma de Monsenhor Alves Brás que, a partir dos anos 30 do século XX, fundou várias obras de apoio à família: Obra de Santa Zita, Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Centro de Cooperação Familiar e Movimento por um Lar Cristão.

Estas instituições, a cargo das Cooperadoras da Família, acolhem hoje 1280 crianças em várias creches e jardins-de-infância espalhados pelo país, 285 idosos em lares e centros de dia e 200 alunos na Escola Profissional ASAS (Fundação Monsenhor Alves Brás). As Cooperadoras da Família desenvolvem ainda várias atividades ligadas à Pastoral Familiar nas comunidades onde estão inseridas.   

Atualmente o ISCF conta com 251 membros presentes em Portugal, Espanha (Madrid), Angola (Cabinda), Itália (Roma), França (Paris) e Brasil (Curvelo e Guanhães).

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

“Parece que estamos a ler a nossa própria vida”

Dez anos depois da publicação, a ‘Amoris Laetitia’ continua a soar menos como um documento e mais como um espelho. “Parece que estamos a ler a nossa própria vida”, conta o casal Betina Rodrigues e João Miguel Nogueira, que nos mostram como o Capítulo II – dedicado à realidade e aos desafios das famílias – permanece atual.

Ler Mais >>

O primeiro lugar onde aprendemos a amar

No Dia Internacional da Família somos convidados a olhar para o lar como o primeiro espaço onde se aprende a amar. Entre gestos de escuta, partilha, perdão e cuidado, é no quotidiano familiar que se formam os laços e se constrói, dia após dia, a educação do coração.

Ler Mais >>

O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’

Tornar mais conhecida a Consagração Secular é o objetivo de uma série de artigos que o Jornal da Família vai publicar ao longo dos próximos meses. A iniciativa tem no horizonte o dia 30 de janeiro de 2027, data em que os Institutos Seculares Portugueses vão celebrar os 80 anos da Constituição Apostólica ‘Provida Mater Ecclesia’. Este documento, publicado pelo Papa Pio XII, reconhece a Consagração Secular como uma forma legítima de vocação na Igreja. No primeiro artigo olhamos para o ano de 1947, para “O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’”

Ler Mais >>