“Olhar e reconhecer a grandeza do amor da mãe”, mensagem da CELF para o Dia da Mãe

Celebrar o Dia da Mãe em ambiente de festa mas sem esquecer as mães que sofrem. (Foto: Mike Hutchings)

Celebrar em “festa” mas também com o “incómodo” das mães que sofrem. A mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) para o Dia da Mãe começa por lembrar as mães vítimas do ciclone Idai, em Moçambique.

“Este ano, não é possível celebrar o Dia da Mãe, sem falar destas mulheres que carregam alegrias e dores, todos os dias. Que passam fome, para dar de comer. Que não dormem, para velar sonos inocentes. Que não têm lágrimas para chorar, mas que enchem de silêncio o nosso coração”, lê-se na mensagem da CELP para o Dia da Mãe que se assinala a 5 de maio.

Para os bispos portugueses “o Dia da Mãe também deve ser este incómodo”. Celebrar é uma festa mas “ganha outra dimensão que talvez nos coloque mais perto do céu, mais próximos de Maria, se conseguirmos ir ao encontro de todas as Mães”, afirmam.

O Dia da Mãe ganha mais significado “se nos deixarmos tocar pelo sofrimento das Mães que sobrevivem a ciclones, das Mães que são vítimas de violência, das Mães que choram por filhos perdidos, das Mães que correm e correm, para cuidar de filhos e netos” e nos “enchermos de alegria, pelas Mães que brincam felizes em parques tranquilos, que podem alimentar os seus filhos, dar os melhores cuidados aos que estão doentes e acompanhar o crescimento saudável dos seus netos”, lê-se na mensagem da CELF.

Para a Comissão Episcopal do Laicado e Família “celebrar é um festa” mas há que “não virar as costas ao mundo” porque “o Dia da Mãe é tudo isto. E é Moçambique e a nossa rua”.

Os bispos falam no “martírio materno” das mães que sofrem e que não são “escutadas, compreendidas, amadas e apoiadas”. Uma situação que “exige uma consciência que terá de implicar mudanças de comportamentos”.

“Celebrar, sim. Alegrarmo-nos, sim. Mas atentos e conscientes de que, até o pouco que temos, pode ser tudo para tantas Mães, que em tudo merecem a mesma festa, a mesma celebração, a mesma alegria por este dia, o Dia da Mãe”, conluiem.

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Pessoas que vivem com demência

Estantes que abanam, memórias que caem, emoções que permanecem. Foi esta simples metáfora que marcou Juan Ambrosio num encontro dedicado ao tema da demência. Viver com demência é perder memórias, sim, mas é, acima de tudo, continuar a ser pessoa. E, nesse território frágil, o carinho, a presença e a ternura deixam marcas que a doença não apaga.

Ler Mais >>

O elogio milagroso

“Um elogio justo e honesto” pode ser milagroso. A convicção é da professora Goretti Valente, que em época de exames convida a redescobrir o poder de dizer “Tu podes! Tu consegues!”, para levantar ânimos, fortalecer relações e transformar ambientes.

Ler Mais >>

Família é “terreno fértil” para uma cultura do cuidado

O Vaticano publicou o documento ‘A ecologia integral na vida da família’, reafirmando que “os valores que crescem na família são o terreno fértil de onde brota a vida da sociedade”. A nova publicação, fruto do trabalho conjunto de dois dicastérios, quer ajudar as famílias a “viver melhor o cuidado da Criação e de cada pessoa”.

Ler Mais >>

Inteligência artificial e educação – Que pensar? Que fazer?

A inteligência artificial (IA) entrou na escola com as suas potencialidades, mas também com riscos que não podemos ignorar. Entre o artificial e o natural, torna se essencial refletir sobre o lugar desta tecnologia na educação. E, sobretudo, recordar que nenhuma inovação pode substituir a relação humana que sustenta o ato de ensinar e aprender. A reflexão é do professor Carlos Campos.

Ler Mais >>