Mulheres ganham espaço nos serviços centrais de governo da Igreja Católica

Em 10 anos, o número de mulheres em cargos de chefia na Cúria Romana (acima do décimo nível de remuneração) triplicou, passando de três para nove.

O Vaticano contava em 2019 com 1016 funcionárias, 22% do total nas instituições centrais de governo da Igreja Católica, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos.

Os dados são divulgados pelo portal ‘Vatican News’, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

“O número de mulheres em posições de destaque no Vaticano e na Cúria nunca foi tão alto como hoje”, assinala a informação divulgada pela plataforma comunicativa da Santa Sé.

Em 2010, as mulheres representavam 17% dos funcionários da Santa Sé e do Vaticano, percentagem que aumentou para 22%, numa década.

O aumento é mais significativo nos organismos da Cúria Romana, onde se passou de 17,6% para 24%, no mesmo período.

No Estado da Cidade do Vaticano, o destaque vai para a nomeação, em 2016, da historiadora de arte italiana Barbara Jatta como diretora dos Museus.

No pontificado de Francisco, as subsecretárias dos dicastérios passaram de duas para quatro, a última das quais Francesca Di Giovanni, nomeada em janeiro como subsecretária na Seção para as Relações com os Estados, organismo responsável pela diplomacia da Santa Sé.

Em 2017, o Papa nomeou duas subsecretárias para o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Gabriella Gambino e Linda Ghisoni; a religiosa espanhola Carmen Ros Nortes trabalha como subsecretária na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, sendo a terceira mulher a exercer essa função.

No Dicastério das Comunicações do Vaticano, a eslovena Natasa Govekar é chefe do Departamento Teológico-Pastoral e a brasileira Cristiane Murray é vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Em 10 anos, o número de mulheres em cargos de chefia na Cúria Romana (acima do décimo nível de remuneração) triplicou, passando de três para nove.

Fonte: Agência Ecclesia

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