“Não existe lei boa para a eutanásia” diz Federação Pela Vida

Federação pela Vida foi recebida para audição pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, no Parlamento onde está a ser discutida uma lei para a legalização da eutanásia em Portugal.

A Federação Pela Vida considera que “não existe lei boa para a eutanásia” e disse-o esta quinta-feira quando foi recebida para audição pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, no Parlamento, onde está a ser discutida uma lei para a legalização da eutanásia em Portugal.
 

Num comunicado enviado à Renascença já depois da audição, a FPV diz que respeita o “olhar” e o “prisma” de quem propõe a lei, mas afirma o seguinte: “Uma Lei da Eutanásia é uma lei anti-ordenamento jurídico. O único direito constitucional objetivado é o Direito à Vida. Todos os outros direitos são subjetivos. Não existe lei boa para a Eutanásia.”
 

“As propostas incluídas nos projetos de lei dos respetivos partidos constituem uma estrada para a destruição do Homem e da Sociedade. Legalizar o homicídio a pedido é dar poder a alguns para matar outros com a cobertura da lei e é entregar ao Estado o poder de matar alguns seres humanos, doentes e carenciados.”

Segundo o comunicado da FPV, quando a vida humana deixa de ser protegida totalmente torna-se “relativa e disponível”, traduzindo uma “visão utilitarista da vida”.
 

A Federação Pela Vida conclui dizendo que “não concebe que este Parlamento, ou cada um dos senhores deputados, se possa vir a orgulhar de ter aprovado uma lei que parte da falência da solidariedade e da boa prática médica e as substitui pela licença para matar.”
 

A Eutanásia foi aprovada no Parlamento em fevereiro, mas as várias propostas que tiveram luz verde dos deputados vão agora ser concentrados numa só para depois ser apreciada em setembro, depois das férias.
 

A lei foi aprovada apesar de todas as principais instituições especializadas no assunto, incluindo a Ordem dos Médicos, a Comissão de Ética, Ordem dos Advogados e outros, se terem manifestado contra a legalização.

Fonte: Rádio Renascença

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Cultura do descarte

“A cultura do descarte é uma das mais significativas sequelas do vírus do narcisismo”, escreve Furtado Fernandes num artigo que reflete sobre o provisório e o efémero que caracterizam a atualidade.

Ler Mais >>

Em Roma, uma Igreja que fala português

Uma eucaristia em Roma para fazer memória das virtudes heroicas do Pe. Alves Brás deu o mote à rubrica mensal de Cristiano Cirillo pela beleza da espiritualidade em viagem. Por entre a vida e Obra do Fundador da Família Blasiana, ficamos a conhecer a Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma.

Ler Mais >>

Padre Joaquim Alves Brás celebrado em Roma

Com os olhos postos no centenário da sua ordenação sacerdotal, o Pe. Alves Brás foi celebrado em Roma por ocasião das datas do seu nascimento e morte. A Igreja de Santo António dos Portugueses acolheu a celebração eucarística e Murillo Missaci conta-nos os pormenores.

Ler Mais >>

Celebrar e fazer acontecer o novo e a novidade

Num tempo de interpelações e desafios constantes “não nos podemos esquecer deste recomeço, desta novidade e deste novo que cada Páscoa nos lembra e volta a fazer acontecer”, diz-nos Juan Ambrosio na sua crónica mensal para o Jornal da Família.

Ler Mais >>