Amor a Cristo e ao Sacerdócio

Boletim “Flores sobre a Terra” destaca amor do Padre Brás a Cristo e ao sacerdócio ao recordar os 95 anos da sua Ordenação Sacerdotal.

O Boletim nº 103 do “Flores sobre a Terra” correspondente ao trimestre Julho/ Setembro chegou às vossas mãos no final de Julho início de agosto. Como tivestes oportunidade de ler está eivado do Amor do Padre Brás a Cristo e ao Sacerdócio, era o mínimo que se podia dizer ao celebrar o 95º Aniversário da sua Ordenação Sacerdotal. Gostei de receber o feedback de algumas Cooperadoras que apreciaram no Boletim particularmente a estampa evocativa da Ordenação Sacerdotal e Missa Nova do nosso Venerável Fundador. Efetivamente é para nós uma relíquia, não tanto pelos dados que fornece, dias e locais onde se realizaram estes ditosos acontecimentos, mas também e sobretudo pela mensagem que transmite. Se não vejamos:

O rosto da estampa mostra-nos o Bom Pastor que conduz o Seu rebanho, transportando ao colo a ovelha mais frágil, ou mesmo a ovelha perdida. Será que o Seminarista Joaquim Alves Brás, ao mandar imprimir esta estampa, tinha em mente que o Evangelho da Missa do 3º domingo depois do Pentecostes, dia 19 de julho de 1925, era exatamente o da “ovelha perdida” (Lc, 15,4-6)?Não sabemos. O que sabemos é do seu generoso empenhamento em se identificar com o Bom Pastor. Dele escreve D. Manuel de Almeida Trindade: “Este passo do Evangelho descrevia antecipadamente um dos traços que haveria de caraterizar o perfil do Padre Joaquim Alves Brás: salvador de ovelhas perdidas” (O Padre Joaquim Alves Brás – Uma vida uma Obra pg.45);

O verso da estampa é verdadeiramente rico em conteúdo bíblico e teológico: “Recebeu a Sagrada Ordem de Presbítero (…) Teve a ventura de celebrar a sua primeira Missa (…)baixando a suas Mãos JESUS o Eterno Filho de Deus, feito Homem no seio da Virgem Maria”. É bonita e significativa, para não dizer profética, esta explicitação do Mistério da Encarnação, dado que é essencialmente no Mistério da Encarnação que se fundamenta a teologia dos Institutos Seculares. E não é o Padre Brás pioneiro dos Institutos Seculares em Portugal? Oito anos apenas, depois da sua Ordenação recebe o carisma de fundador do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, mais exatamente, no Domingo de Pentecostes do ano santo da Redenção de 1933.

Continuando a olhar meditativamente o verso da estampa, vemos na parte superior: “O Sacerdote é outro Cristo”, seguida da citação bíblica: “Para mim viver é Cristo e morrer é lucro” (Fil 1,21). Aquela frase lapidar, que o Padre Brás tanto gostava de repetir, encontra-se com frequência nos seus apontamentos de retiros, e nas preleções aos Seminaristas, pelo que intuímos o peso de graça e de responsabilidade, deste dizer, no seu ser e no seu agir. E no final as citações dos Salmos: “Em Vosso poder Senhor se alegra o rei, com o Vosso socorro exulta de alegria” (Sl 21,1); “Não a nós Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai glória” (Sl 115,1). A Glória de Deus era uma constante nas suas pregações. “Tudo e sempre para a maior Glória de Deus”! Influência do seu irmão mais velho, Padre António, Jesuíta?! A outra nota era a alegria no Serviço de Deus. Quantas vezes lhe ouvimos: “Pobrete, mas alegrete”.

Ao celebrarmos os 95 anos da Ordenação Presbiteral do Padre Brás apreendemos melhor como a Palavra de Deus iluminava e dava Vida à sua vida. Que a leitura do Boletim possa incentivar todos os leitores a deixarem-se iluminar e a encontrarem a força na Palavra de Deus para as suas vidas, e a mais apreciar e agradecer a Deus o dom do Sacerdócio Ministerial na Igreja, ao Serviço da Humanidade.

Maria de Fátima Castanheira Baptista

Boletim Flores Sobre a Terra

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

“Parece que estamos a ler a nossa própria vida”

Dez anos depois da publicação, a ‘Amoris Laetitia’ continua a soar menos como um documento e mais como um espelho. “Parece que estamos a ler a nossa própria vida”, conta o casal Betina Rodrigues e João Miguel Nogueira, que nos mostram como o Capítulo II – dedicado à realidade e aos desafios das famílias – permanece atual.

Ler Mais >>

O primeiro lugar onde aprendemos a amar

No Dia Internacional da Família somos convidados a olhar para o lar como o primeiro espaço onde se aprende a amar. Entre gestos de escuta, partilha, perdão e cuidado, é no quotidiano familiar que se formam os laços e se constrói, dia após dia, a educação do coração.

Ler Mais >>

O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’

Tornar mais conhecida a Consagração Secular é o objetivo de uma série de artigos que o Jornal da Família vai publicar ao longo dos próximos meses. A iniciativa tem no horizonte o dia 30 de janeiro de 2027, data em que os Institutos Seculares Portugueses vão celebrar os 80 anos da Constituição Apostólica ‘Provida Mater Ecclesia’. Este documento, publicado pelo Papa Pio XII, reconhece a Consagração Secular como uma forma legítima de vocação na Igreja. No primeiro artigo olhamos para o ano de 1947, para “O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’”

Ler Mais >>