Programa Alimentar Mundial é Prémio Nobel da Paz 2020

“A alimentação é a melhor vacina contra o caos”, afirmou a presidente do Comité Nobel, Berit Reiss-Anderseno. (Foto: Roberto Schmidt/AFP)

O Prémio Nobel da Paz foi  este ano atribuído ao Programa Alimentar Mundial (PAM),pelos esforços no combate à fome, pela contribuição para melhorar as condições de paz em zonas de conflito e por agir como uma força motriz nos esforços para evitar a utilização da fome como arma de guerra”, justificou o comité Nobel.

“A alimentação é a melhor vacina contra o caos”, afirmou a presidente do Comité, Berit Reiss-Anderseno. Com esta distinção, o Comité norueguês quis focar o olhar do mundo “para os milhões de pessoas que passam fome” no mundo.

O Programa Alimentar Mundial “assume um papel-chave na promoção da cooperação internacional e em transformar a segurança alimentar num instrumento de paz; contribui diariamente para defender a fraternidade entre nações a que Alfred Nobel se refere no seu testamento”, afirmou ainda Berit Reiss-Anderseno.

Para a agência das Nações Unidas  foi um “momento de orgulho”, afirmou o porta-voz do PAM, Tomson Phiri, numa conferência de imprensa em Genebra.

“A candidatura em si foi suficiente, mas prosseguir e ser nomeado vencedor do Prémio Nobel da Paz é nada menos do que uma façanha”, acrescentou, referindo-se ao trabalho da agência no fornecimento de alimentos durante a pandemia de Covid-19, numa altura em que as companhias aéreas não voavam.

Fomos “além do esperado”, sublinhou Tomson Phiri.

Fundado em 1961, o PAM tem sede em Roma e é totalmente financiado por contribuições voluntárias. No ano passado, distribuiu 15 mil milhões de refeições e assistiu 97 milhões em 88 países.

A organização diz, contudo, que estes números representam apenas uma fração das necessidades totais.

O Programa foi o escolhido dentre 318 candidatos, entre os quais Donald Trump. 

A entrega do prémio está marcada para dia 10 de dezembro, na Noruega, numa cerimónia com apenas 100 convidados, devido aos constrangimentos impostos pela pandemia.

ISCF/Rádio Renascença

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