Igreja beatificou Carlo Acutis

Faleceu em setembro de 2006, aos 15 anos, vítima de uma leucemia fulminante. Foi beatificado neste sábado em Assis.

Carlo Acutis foi um jovem italiano, como muitos outros, mas a sua vida ficou marcada pelo amor à Eucaristia. Ia à missa e rezava o terço todos os dias. Ensinava o catecismo às crianças e ajudava as pessoas mais necessitadas. Inventou um “kit para se tornar santo”, formado por missa, comunhão, terço, leitura diária da Bíblia, confissão e serviço aos outros.

Acutis, que visitou Lisboa e o santuário de Fátima, também desenvolveu o seu talento na informática e criou exposições virtuais sobre temas de fé e sobre milagres eucarísticos em todo o mundo.

Quando foi diagnosticado com leucemia, Carlo decidiu oferecer os seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja Católica.

É considerado pelos fiéis como “padroeiro da internet” por ter usado este meio de comunicação para difundir a mensagem de Jesus Cristo.  

Carlos Acutis foi beatificado neste sábado em Assis depois da Igreja ter reconhecido como milagre a cura de uma criança brasileira que tocou numa relíquia do adolescente. 

Na cerimónia estiveram presentes os pais, Andrea e Antónia, e dois irmãos do jovem. Agostinho Vallini, cardeal-vigário do Papa para a Diocese de Roma, que presidiu à missa de beatificação, leu a carta do Papa Francisco com a fórmula da beatificação onde foi destacado o “entusiasmo da juventude” e a “amizade” de Carlo com o “Senhor Jesus, colocando a Eucaristia e o testemunho da caridade no centro da própria vida”.

Pouco depois, na homilia, o cardeal Vallini perguntava: “O que havia de especial nesse jovem de apenas quinze anos?”, para depois responder: “Ele tinha o dom de atrair e era visto como exemplo. Desde criança, sentia a necessidade da fé e tinha o olhar voltado para Jesus”.

No final da celebração foi anunciada a criação do “Prémio Internacional Francisco de Assis e Carlo Acutis por uma Economia de Fraternidade”. Uma resposta à Encíclica ‘Fratelli tutti’  assinada também em Assis no passado dia 3 de outubro.

Já antes, Carlo Acutis tinha sido dado como exemplo pelo Papa Francisco na sua exortação pós-sinodal “Christus Vivit”.

O corpo de Carlo Acutis, que morreu de leucemia em 2006, quando tinha apenas 15 anos, foi inumado no dia 1 de outubro e encontrava-se incorrupto e em bom estado de conservação. Vai ficar exposto à veneração dos fiéis até ao dia 17 de outubro, no Santuário do Despojamento em Assis.

ISCF/Redações

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