Jovens “Focos” rezaram a missão

“Não guardemos Jesus para nós”. A mensagem do encontro de oração “Focos de Esperança” em Dia Mundial das Missões.

Em dia Mundial das Missões, os jovens Focos de Esperança/ Juventude Blasiana, ligados ao Instituto Secular das Cooperadoras da Família, reuniram-se num momento de oração através de uma plataforma digital. O Encontro “Rezar a missão” reuniu jovens de todo o país aos quais se juntaram jovens do Brasil ligados à missão das Cooperadoras da Família neste país. 

Num ano em que têm como lema “Levanta-te! Escuta e Cuida”, o encontro dos Focos foi pautado por momentos musicais, pela leitura dos evangelhos alusivos ao tema do Outubro Missionário:  “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) e por vários testemunhos.

Do Brasil chegou o testemunho da Cooperadora Arminda, uma portuguesa que vai ganhando sotaque brasileiro pelos muitos anos que já leva de missão neste país.  Falou do sentir-se chamada e enviada através do Instituto, da paixão que sente por Deus e como se sente amada por Ele  e é este amor que a leva a ir ao encontro das pessoas “que têm fome e sede de Deus”.  Mas ser missionária para Arminda é sentir-se livre para o “chamado” de Deus que a envia às periferias. “Só sou capaz de viver em estado de missão se me abrir ao chamamento de Deus”, afirmou Arminda. Mas para esta Cooperadora é necessário alimentar a missão através dos Sacramentos e da Palavra de Deus. “Antes de falar de Deus às pessoas eu coloco as pessoas no coração de Deus”, explica.

Ao Pe. Luís Miguel, pároco na cidade da Covilhã, foi pedida uma reflexão sobre “Identidade Missionária”. O sacerdote começou por afirmar que “quando se conhece  Cristo não é só para mim, tem de se dar a conhecer”.  É daqui que parte a missão. “A tua missão é onde tu estás”, desafiava o Pe. Luís.  E a missão é para “anunciar e denunciar. Denunciar o que está errado é uma forma de evangelizar”, acrescentou.
  
Defendendo uma missão adequada aos novos tempos, onde já não cabe um “Deus castigador”, o Pe. Luís Miguel desafiou os jovens a partir em missão “já amanhã na hora de alguém precisar” . “Ser luz no mundo e sal na Terra é isto que é ser missionário”, conclui o sacerdote.

O encontro encerrou com uma mensagem de esperança em tempos que continuam a ser atribulados.  Ficou a promessa do regresso dos encontros presenciais, logo que a situação pandémica assim o permita. Até lá,  cabe  a cada um fazer a sua parte: proteger-se a si e ao mesmo tempo proteger os outros. 

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