Caminhar juntos

O que é que cada família pode fazer para assinalar, de forma concreta, o Ano «Família Amoris Laetitia»? Juan Ambrosio deixa propostas de atividades e orações no artigo da edição de maio do Jornal da Família.

Ao longo do ano «Família Amoris Laetitia» será publicado um conjunto de 10 vídeos, acompanhados de subsídios com propostas concretas de atividades e orações, através dos quais o papa Francisco, com a ajuda de algumas famílias, nos convida a caminhar juntos, para redescobrir como a família, apesar de todos os desafios que enfrenta, é verdadeiramente um dom para o mundo e para a Igreja.

No primeiro vídeo, intitulado «Caminhar juntos», somos explicitamente convidados a um exercício de cuidado, que nos permita compreender e realizar, cada vez melhor, a beleza de ser uma família

”Começamos hoje um percurso que seguiremos juntos por dez meses para contar a beleza de ser uma família. Todos são chamados a cuidar da vida das famílias com amor, porque elas não são um problema, são sempre um dom e, ao olhar para o futuro, são uma oportunidade.»

Para ajudar-nos nesse exercício são-nos propostas quatro perguntas e quatro dinâmicas, para as quais gostaria de chamar a atenção.

Estas são as perguntas:

  • Estamos conscientes do caráter sagrado e inviolável do nosso casal e da nossa família?
  • O que significa amar uma pessoa?
  • Como vivemos a misericórdia dentro da nossa família?
  • O que há de belo na nossa família, além das nossa limitações, lutas e dificuldades?

E aqui ficam as dinâmicas:

  • Encontrar uma maneira de dizer aos outros familiares o quanto considera importante a própria família, através de um gesto, um pensamento ou uma palavra.
  • Organizar uma noite em família sobre o tema do amor, na qual cada membro da família escreva ou desenhe sobre o que significa amar alguém. A cada pessoa será dado, depois, um tempo para explicar o que escreveu/desenhou.
  • Cada membro da família compromete-se em fazer um gesto de perdão e de aceitação para com um membro da família.
  • Cada membro da família aponta aos outros um aspeto positivo e belo de cada pessoa e de toda a família.

A partir destas linhas proponho um desafio aos nossos queridos leitores. E se durante este mês, em família como nos é sugerido, tentássemos fazer o exercício de pensar e responder a cada uma das perguntas (uma por semana) e nos comprometêssemos em desenvolver, também em família, ao menos uma das dinâmicas referidas (se ousarmos mais, tanto melhor)?

Julgo que seria mesmo muito importante que a celebração deste ano não ficasse apenas pelas boas intenções, ou pela celebração de alguns eventos bonitos. Claro que as boas intenções são sempre bem-vindas e são necessárias, tal como os eventos bonitos são uma maneira feliz e adequada para sinalizar a importância do que se está a celebrar, mas é preciso ir mais longe, é preciso mesmo começar a colocar a família no centro das preocupações das nossas sociedades e também das nossas comunidades cristãs.

Na medida em que formos capazes de perceber como a experiência familiar é tão vital para o ser humano como o ar que respira, ou o alimento que consome, nessa mesma medida, seremos capazes de concretizar as mudanças necessárias para a construção de um mundo onde todos nos possamos reconhecer como uma só família humana a habitar numa só casa comum.

Vamos fazer este caminho juntos!

Juan Ambrosio
juanamb@ft.lisboa.ucp.pt
Artigo da edição de maio do Jornal da Família

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