Cooperadoras da Família: Os desafios da família e os desafios da gestão

Assembleia Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família traça desafios para o sexénio 2021/2027.

Termina hoje em Fátima a Assembleia Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF) que desde o dia 22 de julho reuniu sobe o mote “Cultura, Identidade, Renovação e Missão”.

Foi um momento de paragem que ocorre de seis em seis anos onde o passado, o presente e o futuro se cruzaram. Olhou-se para a Vida e Ação do Instituto e das instituições que dinamiza,  no decorrer do último sexénio (2015/2021),  mas as atenções estiveram de olhos postos no futuro. 

As Cooperadora da Família quiseram identificar os desafios para o seu carisma à luz dos documentos do Magistério da Igreja,  nomeadamente da Exortação Amoris Laetitia e das Encíclicas  Laudado Sie Fratelli Tutti.  Para tal convidaram o teólogo Juan Ambrosio. 

“O Juan deixou-nos um grande desafio e o grande desafio não é  a manutenção das nossas estruturas mas olhar o futuro a partir dos destinatários da nossa missão”, afirmou Conceição Vieira,  a nova Coordenadora Geral do ISCF , eleita no decorrer desta Assembleia.  

“O que é que nós, com os recursos que temos,  podemos fazer pela família e qual o impacto disso na reestruturação das estruturas que nos são confiadas?”, interroga-se esta Cooperadora que acredita que a missão não tem de ser igual em todos os tempos. “Encarnar o espírito do Fundador Monsenhor Alves Brás nos dias de hoje não é repetir o que ele fez,  mas é olhar a atual realidade familiar e ver as possíveis respostas que hoje podemos dar”, afirma.

Nesta linha, as Cooperadoras quiseram também “escutar” os colaboradores dos seus equipamentos sociais, os jovens do movimento juvenil Focos de Esperança, um casal do Movimento por um Lar Cristão e também Juan Ambrosio que há longos anos acompanha a missão das Cooperadoras. Por um lado quiseram saber como são vistas, por outro o que esperam delas. “Quisemos saber como estas pessoas nos olham, qual o nosso impacto no outro, o que fica quando as pessoas contactam connosco? Foi um vermo-nos ao espelho”, explica Conceição Vieira. 

E desafios são também aqueles que se colocam ao nível da gestão de estruturas e do património. “Redimensionar e reorganizar” são palavras de ordem. A diminuição das vocações, a idade avançada de muitas Cooperadoras gera menos recursos humanos para atender a todas as solicitações e “isso exige de nós uma reorganização das atividades, um redimensionar, um simplificar das estruturas burocráticas”, afirma Conceição Vieira.

As Cooperadoras da Família contaram nesta Assembleia com a ajuda de vários peritos para uma reorganização destas estruturas com vista  a “podermos libertar recursos e revigorar a nossa missão dentro dos desafios que nos são colocados na Amoris Laetetia e naquilo que o Papa Francisco nos pede no acompanhamento das famílias”.

Da agenda de trabalhos fez também parte o repensar da presença geográfica do Instituto e a forma de o fazer crescer. Atualmente o Instituto, para além de Portugal,  está presente no Brasil, Cabinda (Angola), Roma e Madrid.

Conceição Vieira, sucede a Alice Cardoso, no cargo de Coordenadora Geral do Instituto. “Vejo esta missão na linha de continuidade da minha vida, da minha vocação, da minha entrega ao dinamismo e ao carisma do Instituto”, afirma a nova Coordenadora, também diretora do Jornal da Família.   Acredita que “irmanada com todas” serão “capazes de revigorar e revitalizar a missão e o carisma de Monsenhor Alves Brás”.

“É com esperança e confiança e ao mesmo tempo receosa, um pouco como Moisés, mas também confiante que à luz da fé, com o apoio de todas,  havemos de conseguir”, conclui a nova Coordenadora Geral do ISCF.

Nesta Assembleia eletiva participaram 32 delegadas,  entre elas duas vindas do Brasil, uma vinda de Cabinda (Angola),  uma de Roma, duas de Madrid  e mais três convidadas. Estiveram representadas todas as dioceses do país  e do  estrangeiro onde o Instituto está implantado.

IM

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