Missões: Papa aponta a novos horizontes «geográficos, sociais, existenciais» para as comunidades católicas

Mensagem para o próximo Dia Mundial recorda «coragem» dos primeiros cristãos e evoca perseguições religiosas da atualidade. (Foto: AIS)

O Papa publicou hoje (06 de janeiro 2022) a mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões, apontando novos horizontes “geográficos, sociais, existenciais” para as comunidades católicas.

“Não existe qualquer realidade humana que seja alheia à atenção dos discípulos de Cristo, na sua missão. A Igreja de Cristo sempre esteve, está e estará ‘em saída’ rumo aos novos horizontes geográficos, sociais, existenciais, rumo aos lugares e situações humanos ‘de confim’, para dar testemunho de Cristo e do seu amor a todos os homens e mulheres de cada povo, cultura, estado social”, escreve Francisco.

O texto intitulado ‘Sereis minhas testemunhas’, inspirado numa passagem do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos (At 1, 8), é publicado a 6 de janeiro, Epifania do Senhor e Dia da Infância Missionária; o Dia Mundial das Missões celebra-se, em 2022, no dia 23 de outubro, penúltimo domingo do mês.

O Papa sustenta que a missão será sempre ‘também missio ad gentes’, considerando que “a Igreja terá sempre de ir mais longe, mais além das próprias fronteiras, para testemunhar a todos o amor de Cristo”.

“Na evangelização, caminham juntos o exemplo de vida cristã e o anúncio de Cristo. Um serve ao outro. São os dois pulmões com que deve respirar cada comunidade para ser missionária”, indica.

Francisco identifica como “fundamental, para a transmissão da fé”, o testemunho de vida dos cristãos.

“Exorto todos a retomarem a coragem, a ousadia, aquela parrésia dos primeiros cristãos, para testemunhar Cristo, com palavras e obras, em todos os ambientes da vida”.

A mensagem pontifícia sublinha o “caráter universal” da missão dos discípulos de Jesus e a natureza missionária da própria Igreja.

“A missão realiza-se em conjunto, não individualmente: em comunhão com a comunidade eclesial e não por iniciativa própria”, observa.

Francisco escreve que, “em última análise, a verdadeira testemunha é o ‘mártir’, aquele que dá a vida por Cristo”, antes de evocar as “perseguições religiosas e situações de guerra e violência” que afetam hoje muitos cristãos, “constrangidos a fugir da sua terra para outros países”.

“Estamos agradecidos a estes irmãos e irmãs que não se fecham na tribulação, mas testemunham Cristo e o amor de Deus nos países que os acolhem”, indica.

O Papa acrescenta que a presença dos fiéis de várias nacionalidades “enriquece o rosto das paróquias, tornando-as mais universais, mais católicas”.

“O cuidado pastoral dos migrantes é uma atividade missionária que não deve ser descurada, pois poderá ajudar também os fiéis locais a redescobrir a alegria da fé cristã que receberam”, refere.

mensagem conclui-se com um agradecimento aos “inúmeros missionários que gastaram a vida para ‘ir mais além’, encarnando a caridade de Cristo por tantos irmãos e irmãs que encontraram”.

Fonte: Agência Ecclesia

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Institutos Seculares: Celebrar 80 anos entre os desafios e a esperança

A preparação da celebração dos 80 anos da constituição apostólica ‘Provida Mater Ecclesia’ já está em marcha. Reunidos a 19 de setembro, em Coimbra, os Institutos Seculares portugueses lançaram o caminho rumo ao encontro nacional de 30 de janeiro de 2027, em Fátima, numa iniciativa que pretende reforçar a identidade e a visibilidade desta vocação na Igreja.

Ler Mais >>

Pastoral Familiar – “Tenho a impressão que já se fez mais”, afirma o padre José Alves

Dez anos após a publicação da ‘Amoris Laetitia’, o padre José Augusto Gonçalves Alves teme que a pastoral familiar tenha perdido o impulso que já teve. “Tenho a impressão que já se fez mais”, afirma o sacerdote vicentino e assistente espiritual do núcleo de Viseu do Movimento por um Lar Cristão. O padre José Alves defende uma pastoral “missionária “e “em saída”, em que a formação dos agentes da pastoral deve ir além da formação filosófica e teológica.

Ler Mais >>

“O amor nunca foi feito para ficar fechado entre duas pessoas”

Ana Bem e Hélder da Silva celebram este ano 25 anos de casamento e 34 de namoro. São eles que nos ajudam a refletir sobre o Capítulo V da ´Amoris Laetitia’ – O Amor que se torna fecundo. Por entre a vida familiar, a vida profissional e o serviço à Igreja e à comunidade, afirmam que “o amor nunca foi feito para ficar fechado entre duas pessoas” e “nunca fica mais pequeno quando é partilhado”.

Ler Mais >>

Retalhos de amor que dão vida

No Centro de Cooperação Familiar | Lar Betânia, em Fátima, as marchas dos Santos Populares não são apenas uma festa: são um encontro de memórias e afetos que continuam a dar vida aos dias. Este ano, sob o lema “Vidas com História – Retalhos de Amor”, os utentes desfilaram no espaço exterior da instituição levando consigo meses de dedicação, figurinos feitos em conjunto e, sobretudo, pedaços das suas próprias histórias. São fragmentos de coragem, perdas, fé e superação que emocionaram colaboradores e famílias.

Ler Mais >>

Férias com afetos

As férias passam depressa, mas aquilo que vivemos em família permanece. Neste verão, queremos mais do que destinos e fotografias: queremos pais e filhos juntos, presentes, atentos uns aos outros, a criar memórias que o tempo não apaga. Porque as melhores férias são sempre as que fortalecem o afeto que nos une.

Ler Mais >>