“Sou Cooperadora da Família” com Carla Mão de Ferro

Sonhava casar com um bom homem e ter muitos filhos. Um dia descobre que Deus tinha outro projeto para ela. A história de uma vocação em discurso direto

Sou Carla Mão de Ferro, 48 anos, alentejana de Portalegre e Cooperadora da Família desde 1999. Sou a segunda de quatro irmãos. Descobri a vocação consagrada sem pensar nela mas sim no meu papel na vida. Pensei que ao realizar o meu sonho de ser educadora de infância estaria realizada mas faltava-me  algo mais. 
 

Sempre idealizei casar com um bom homem, ter muitos filhos e, para minha supresa, um dia descubro que estava outro projeto reservado para mim,  mas mesmo assim, nunca me imaginei consagrada. 
 

Comecei a trabalhar como educadora de infância e algum tempo depois percebi que era chamada a cooperar com a família sem a substituir; ajudá-la a ser mais família, a ser mais consciente da responsabilidade que tem na educação dos filhos. Curiosamente, esta missão cruza-se com o lema e o trabalho da Instituição onde trabalhava: Obra de Santa Zita, fundada pelo Monsenhor Joaquim Alves Brás. Mas, ainda assim, consagração não existia no meu vocabulário.
 

Um dia, fui convidada a participar num retiro, depois noutro, depois num encontro de jovens e mais outro…. e num desses encontros o tema era “Porque não eu?”. Nada adiantou dizer que esse “porque não eu” não era para mim. Não achei piada ao encontro vocacional, contudo a questão interpelava-me a qualquer hora. E, com ela passei a questionar se Deus não me estava a chamar para algo mais na minha vida. 
 

Após um discernimento pessoal dei meu “Sim” a Deus, como consagrada secular, no Instituto Secular das Cooperadoras da Família. A minha Família sempre me apoiou, ainda que naquela ocasião não compreenderam de todo a minha decisão de me consagrar, mas não me puseram impedimento algum. A consagração não é um trabalho, uma profissão, mas algo que envolve todo o ser. É um sair de nós em cada dia, para sermos mais nós mesmo. 
 

Atualmente, estou em Cabinda (Angola) e a minha missão é partilhar com o povo Ibinda, que temos  um Deus vivo, presente na nossa vida, que faz caminho connosco, que tem um projeto para cada um de nós, que é Amor e que tem um sonho para a Família.

Tu que estás a ler este meu testemunho já questionaste: Qual é a tua vocação? Não tenhas medo, não fujas!  Procura e permite que Deus seja o comandante da tua vida.
 

A beleza da vida está no dar e não no ter. Deus não tira nada, dá tudo!

Carla Mão de Ferro – Cooperadora da Família na Missão de Cabinda

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

MLC reforça presença na Diocese do Funchal

Equipa Nacional do MLC esteve na Madeira para conhecer de perto a realidade das famílias locais e articular trabalho com os núcleos MLC ali presentes. O objetivo foi reforçar a presença do Movimento na Diocese do Funchal.

Ler Mais >>

A vida nascente (e mais uma mãe para a cadeia…)

Educação para o respeito integral pela vida humana, desde a conceção à morte, e educar para a sexualidade e para o amor/afetos. As premissas de Jorge Cotovio que devem estar no coração de todas as famílias para um novo ano de renovada esperança.

Ler Mais >>

Resiliência

Num mundo acelerado, onde a pressa mina a capacidade de esperar e enfrentar contrariedades, a resiliência torna-se vital. Furtado Fernandes aponta caminhos práticos para fortalecer essa força interior tão necessária ao quotidiano.

Ler Mais >>

Uma paz desarmada e desarmante

As primeiras palavras de um Papa nunca são apenas protocolares: são sinais, intenções e caminhos. Ao proclamar “A paz esteja convosco”, na sua primeira bênção Urbi et Orbi, o Papa Leão XIV apontou desde logo um caminho. Um caminho de uma paz desarmada e desarmante. É a partir dessa paz, retomada na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2026 e iluminada pelo mistério do Natal, que somos convidados, por Juan Ambrosio, a repensar a forma como a acolhemos, a vivemos e a testemunhamos no mundo de hoje.

Ler Mais >>