JMJ Lisboa 2023: importante espaço para diálogo e reflexão

Um dia antes do arranque da JMJ, Lisboa recebe a Conferência Internacional sobre os Cuidados com a Criação. Murillo Missaci analisa a importância deste evento onde a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável estarão no centro do debate e reflexão.

Com a aproximação da JMJ 2023, as atividades e eventos tomam forma e tornam-se cada vez mais tangíveis: um importante exemplo é a Conferência Internacional sobre os Cuidados com a Criação organizada pela Fundação João Paulo II para a Juventude, cuja 4ª edição terá lugar em Lisboa no próximo dia 31 de julho. Trata-se de um importante espaço para o debate e reflexão sobre a atuação dos jovens na sociedade, com total participação e empenho desses na sua organização e desenvolvimento, que abrange temas importantes da atualidade: de facto, para a próxima JMJ os temas propostos são economia, família, recursos naturais, política e tecnologia.

Na ocasião, falar-se-á, de modo especial, da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável, que são duas agendas “quentes” no cenário político europeu e internacional. Ainda há determinados grupos que as consideram como obstáculos ao desenvolvimento económico (ou melhor, ao aumento da riqueza) e, por esse motivo, pressionam as classes políticas para conter o debate e a aprovação de novas leis e diretivas, a nível nacional e internacional, para retardar novos modelos sustentáveis e garantir o status quo económico internacional. Sim, é necessário garantir o direito ao desenvolvimento económico a todos, em especial aos países menos desenvolvidos e mais populosos, com o objetivo de combater a pobreza, a fome e outros problemas sociais, mas não nos podemos esquecer que os recursos naturais são limitados e que a Terra, enquanto nossa casa, deve ser tratada adequadamente para permitir que as futuras gerações a tenham como casa também. Portanto, os países desenvolvidos têm essa responsabilidade de partilhar os seus conhecimentos e tecnologias com os países menos desenvolvidos para que eles também possam desenvolver-se de maneira sustentável e repartir os recursos e riquezas de modo transparente, justo e democrático com os seus povos.

É essencial que esse diálogo seja feito racionalmente e com a participação de toda a sociedade local e internacional. Por isso, a 4ª Conferência, a JMJ e em particular o Santo Padre têm um especial papel para moldar, alinhar e difundir essas agendas entre as diversas partes, propondo-se como uma ponte que possa levar-nos a um futuro mais sustentável e igualitário, que promova o desenvolvimento sem se esquecer dos mais necessitados.

Murillo Missaci
missacimb@gmail.com
Artigo da Edição de maio de 2023 do Jornal da Família

Foto: Plantação de Árvores dedicadas à JMJ Lisboa 2023 – Arouca Geopark

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Sinais de esperança, sinais proféticos

Não basta apelar à esperança, há que ser testemunha e agente dessa esperança. “O texto da Bula de Proclamação do Jubileu 2025 identifica alguns sinais de esperança que, neste momento, é urgente protagonizar”, afirma Juan Ambrosio que nos guia pelo itinerário traçado pelo Papa Francisco.

Ler Mais >>

A caminho de El Rocío

Cristiano Cirillo passou por terras da Andaluzia e não podia deixar de peregrinar à Romaria da Virgem de El Rocío. Um olhar atento à história, à devoção mariana que ali se vive e a toda a festa que envolve a peregrinação.

Ler Mais >>

Dia dos Irmãos

“Se não formos fraternos, não somos humanos”, escreve a Comissão Episcopal do Laicado e Família na mensagem para o Dia dos Irmãos que se celebra a 31 de maio.

Ler Mais >>