JMJ Lisboa 2023, um grande estímulo para a cooperação

A cooperação e o legado de uma Jornada Mundial da Juventude fazem dela um evento único para o país e para a cidade anfitriã. A JMJ Lisboa 2023 vista por Murillo Missaci, um jovem brasileiro colaborador do Jornal da Família.

Eventos de grandes dimensões como a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) representam para as cidades e países anfitriões não só uma grande honra, mas também uma grande responsabilidade, pois requerem adequada preparação e uma organização minuciosa. Como sabemos, o Comité Organizador Local da JMJ conta com o essencial apoio da Presidência da República, do Governo e das Câmaras Municipais de Lisboa e de outros municípios diretamente envolvidos no decorrer desse prestigioso evento. Essa especial cooperação estende-se muito além das instituições oficiais, porque a inteira sociedade portuguesa participa, direta ou indiretamente, na sua preparação: trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para unir os diversos setores da sociedade e usufruir do que eles têm de melhor.

Embora alguns subestimem ou critiquem a organização da JMJ em Portugal, não se deve nunca ignorar os resultados positivos que ela tem trazido, que ainda trará, e o importante legado que deixará em Lisboa. Além da importante mensagem de diálogo e reflexão espiritual, que é a característica fundamental das JMJs, a ocorrência em Lisboa contribui para promover Portugal como um país acolhedor e como um atrativo destino turístico e de peregrinação. Nesse sentido, é especial testemunhar o empenho das famílias em receber os peregrinos e também o das empresas e instituições privadas, dos mais diversos setores da economia, a preparar-se e a adaptar-se a uma demanda de serviços muito acima do normal. A necessária melhoria dos mecanismos logísticos e de segurança também é um reflexo importante dessa organização.

A JMJ e Lisboa serão o palco onde se mostrará essa cooperação transversal da sociedade portuguesa. Que os seus bons resultados permaneçam depois da conclusão desse grandioso evento também, de modo que continue a servir de estímulo para o diálogo sadio e frutuoso entre todos os portugueses, envolvendo as esferas pública e privada em todos os seus níveis, transmitindo a importância da mútua compreensão.

Murillo Missaci
missacimb@gmail.com
Artigo da Edição de julho de 2023 do Jornal da Família

Foto: JMJ Lisboa 2023

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Pessoas que vivem com demência

Estantes que abanam, memórias que caem, emoções que permanecem. Foi esta simples metáfora que marcou Juan Ambrosio num encontro dedicado ao tema da demência. Viver com demência é perder memórias, sim, mas é, acima de tudo, continuar a ser pessoa. E, nesse território frágil, o carinho, a presença e a ternura deixam marcas que a doença não apaga.

Ler Mais >>

O elogio milagroso

“Um elogio justo e honesto” pode ser milagroso. A convicção é da professora Goretti Valente, que em época de exames convida a redescobrir o poder de dizer “Tu podes! Tu consegues!”, para levantar ânimos, fortalecer relações e transformar ambientes.

Ler Mais >>

Família é “terreno fértil” para uma cultura do cuidado

O Vaticano publicou o documento ‘A ecologia integral na vida da família’, reafirmando que “os valores que crescem na família são o terreno fértil de onde brota a vida da sociedade”. A nova publicação, fruto do trabalho conjunto de dois dicastérios, quer ajudar as famílias a “viver melhor o cuidado da Criação e de cada pessoa”.

Ler Mais >>

Inteligência artificial e educação – Que pensar? Que fazer?

A inteligência artificial (IA) entrou na escola com as suas potencialidades, mas também com riscos que não podemos ignorar. Entre o artificial e o natural, torna se essencial refletir sobre o lugar desta tecnologia na educação. E, sobretudo, recordar que nenhuma inovação pode substituir a relação humana que sustenta o ato de ensinar e aprender. A reflexão é do professor Carlos Campos.

Ler Mais >>