Obra de Santa Zita do Porto volta a celebrar espírito solidário que a caracteriza

A Festa da Solidariedade levou à Obra de Santa Zita (OSZ) do Porto o espírito solidário de partilha de bens materiais mas também de partilha de valores. Pilares herdados da vida e pensamento do Pe. Brás, fundador da OSZ, que continuam a orientar a missão desta casa.

Na tarde de 10 de dezembro a Família da Obra de Santa Zita do Porto juntou-se para celebrar a Festa da Solidariedade. O ambiente foi de alegria e de esperança. A criatividade e o convívio também reinaram.

Utentes, Colaboradores, Cooperadoras da Família, Associadas e respetivas famílias e amigos foram recebidos pelas Cooperadoras e Colaboradoras e pela diretora da Casa, Maria de Nazaré Soares, que em palco recordou que a Festa da Solidariedade, realizada anualmente em dezembro, tem no seu horizonte “sensibilizar a humanidade a estar atenta aos que mais precisam e a praticar a partilha, conjugando e unindo esforços, em benefício de uma causa comum”.

“A Solidariedade é um dos Pilares que susteve esta Instituição e lhe deu rosto até aos dias de Hoje. É uma marca que a caracterizou e a caracteriza”, referiu a diretora, sublinhando que a Obra de Santa Zita é o rosto visível do “espírito solidário” do fundador, o Pe. Joaquim Alves Brás, um projeto que é “uma força que atinge várias frentes, entre elas, promove a solidariedade, através da partilha de bens materiais, mas sobretudo através da partilha de valores, que são como elos que unem, reforçam relações entre a família, entre família e famílias, entre famílias e todo o mundo que a rodeia”.

E vamos à Festa, onde se procurou, nos vários momentos, destacar a história, as vivências, a experiência e a sabedoria de todos os envolvidos.

De imediato se percebeu a entrega dos diferentes protagonistas e intervenientes na organização e dinamização da Festa da Solidariedade, nos criativos momentos em palco, na decoração e preparação da sala, no espaço de Quermesse, na Feira Solidária – a banca de produtos de artesanato e doçaria, e no Bar.

No palco, a abertura do cartaz fez-se com duas encenações pelas utentes, Cooperadoras e Colaboradoras, onde foram revividos os tempos mais antigos. A primeira foi uma rapsódia orientada pela Cooperadora Teresa Vilaça, a segunda uma bonita coreografia orientada pela fisioterapeuta Filipa Silva. Tudo muito bem preparado e ensaiado!

A dona Alice Carvalho subiu ao palco de seguida para emprestar a sua magnífica voz ao poema “Solidariedade”, do escritor e poeta português Mário Dionísio, declamação e repto também muito aplaudidos pelo auditório; “Vamos, deem as mãos…”.

O espetáculo encerrou, também com muita beleza e alegria, com as colaboradoras a apresentarem uma coreografia dedicada ao tema da Solidariedade e que culminou com a apresentação do logotipo da Obra de Santa Zita, e com a subida ao palco das crianças presentes na sala para, ao som da música “No Natal pela manhã,” receberem um balão colorido, distribuição muito bem entregue às donas Palmira, Esmeralda e Adosinda.

Voltamos às palavras de acolhimento da diretora para melhor perceber que a Solidariedade é na Obra de Santa Zita colocada diariamente em prática, por diferentes meios e projetos: “Encontra-se nesta sala o mais importante património da Instituição – as pessoas: utentes das várias respostas sociais e famílias, equipas de trabalho, amigos, alguns casais que já pertenceram ao MLC (uma das fundações do Pe. Joaquim Alves Brás), jovens que no verão integraram o Grupo Focos de Esperança e prestes a engrossar o grupo nesta localidade, Associadas da Obra de Santa Zita e um grupo de Cooperadoras da Família, uma presença que garante a missão no seu todo”.

 “O melhor bem do utente é a base de todas as nossa ações”, disse Nazaré Soares.

A componente solidária desta Festa da Solidariedade em concreto é também de sublinhar, já que a verba obtida com a aquisição dos bens tinha um propósito meritório e pré-anunciado, que reverte, para melhor conforto dos utentes.

“Deixo o desafio a que não desliguemos os elos que aqui reforçámos e logo que nos seja possível bateremos de novo à porta para nos podermos juntar e continuarmos a nossa interação humana em ordem a conhecer mais sobre a Instituição e a fortalecer os laços que nos unem como família Blasiana”, concluiu a diretora da Casa do Porto.

Leopoldina Simões
Jornalista e familiar de utente

Artigo da Edição de janeiro de 2024 do Jornal da Família

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