D. José Cordeiro manifesta “gratidão” pelo trabalho das Cooperadoras da Família

“Tenho um sentimento de gratidão pelo trabalho que as Cooperadoras da Família realizam com a família e para a família”, afirmou o arcebispo de Braga, na sua primeira visita à Obra de Santa Zita desta cidade. D. José Cordeiro participou na Festa da Família promovida pelas Cooperadoras.

Foi a primeira vez que D. José Cordeiro entrou na casa de Santa Zita em Braga, mas há muito que conhece o trabalho que as Cooperadoras da Família desenvolvem na sua Arquidiocese.  O arcebispo de Braga participou, no passado dia 7 de janeiro, na Festa da Família promovida pela Obra de Santa Zita (OSZ) desta cidade. 

“Tenho um sentimento de gratidão pelo trabalho que as Cooperadoras da Família realizam com a família e para a família”, afirmou o arcebispo de Braga. A casa da Obra de Santa Zita, situada no coração da cidade, a poucos metros da Sé Catedral, “é uma casa de acolhimento e hospitalidade para muitas pessoas que passam por Braga e as Cooperadoras são um apoio às famílias e às paróquias no âmbito da Pastoral Familiar”, afirmou D. José Cordeiro ao Jornal da Família.

Foto: D. José Cordeiro acompanhado por Conceição Vieira, Coordenadora Geral do ISCF, e Manuela Caldeira, Cooperadora da Família, responsável pela OZS de Braga

“O facto de estarem aqui no coração da cidade, perto da ‘casa mãe’ que é a Sé de Braga, a mais antiga em Portugal, também faz delas um referencial porque é uma casa grande na sua dimensão, na sua área ocupacional, mas é grande, sobretudo, na abertura que faz a todos, sem excluir ninguém”, referiu D. José Cordeiro.  “A casa de Santa Zita é esta família que acolhe”, acrescentou.         

Momentos antes, perante uma sala cheia, e em linha com a temática do encontro, D. José Cordeiro falou da família como fonte de humanidade e de paz “porque a paz constrói-se no coração e nasce na família”, referiu.

Numa conferência com várias referências ao Papa Francisco e à Amoris Laetitia, o Arcebispo de Braga recordou às famílias a importância das palavras do Papa “com licença, obrigado e desculpa” para “humanizar a humanidade”.  

Num mundo secularizado “a família é chamada a ser a Igreja doméstica”, referiu D. José Cordeiro. “Os pais já não transmitem a fé aos filhos” e “só metade dos jovens se casam e só metade destes se casa pela Igreja”, exemplificou o arcebispo de Braga. “Há muita evangelização a fazer”, referiu.

À luz da Amoris Latetia, D. José Cordeiro abordou os desafios colocados à Pastoral Familiar num mundo em mudança e pediu uma Pastoral Familiar “missionária e em saída”, “mais políticas que manifestem a centralidade da família”, “maior apoio à natalidade” e maior apoio às famílias numerosas.

A tarde contou ainda com vários momentos musicais. O Grupo coral “Alegre Mensagem”, e as suas concertinas, cantou as Janeiras. Mas houve também poesia pela voz de Domingos Ferreira e a encenação “Brilhar como as Estrelas”, alusiva aos Dia de Reis, lembrou a cada um e às famílias, em particular, que podem ser essa estrela que brilha na vida de outras famílias.           

“O objetivo desta Festa da Família é ajudar as nossas famílias a tomar consciência que elas são uma grande força da humanidade e para a humanidade”, referiu a Cooperadora Manuela Caldeira, da OSZ de Braga. “Com a ajuda de D. José Cordeiro quisemos proporcionar um momento de reflexão e com estas atividades queremos proporcionar partilha e convívio”, acrescentou.

Conceição Vieira, Coordenadora Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF), fez questão em estar presente para manifestar o seu “apoio e carinho” para com o trabalho ali desenvolvido. “Independentemente das famílias serem mais frágeis ou estruturadas, elas são fundamentais para a humanização de cada pessoa e da sociedade” e por isso “investir na família continua a ser para nós uma prioridade”, afirmou Conceição Vieira.

A tarde terminou com um lanche que reuniu as famílias presentes, muitas delas há largos anos com uma forte ligação a esta casa. Dolores Silva tem 68 anos. Entrou nesta casa com 10 anos e saiu aos 17.

 “Foi uma casa que me ajudou muito, onde aprendi a ser o que sou, foi a minha mãe”, conta Dolores emocionada ao lado do marido com quem casou há 45 anos. “Casámos aqui na Igreja do lado, na Igreja de São João do Souto e o almoço de casamento foi nesta casa”, conta José Teixeira. “Eu vim atrás dos princípios dela e até hoje continuamos a estar ligados a esta casa”, referiu.

Também António Soares mantém uma forte ligação às Cooperadoras da Família. Além de ter uma irmã Cooperadora, faz parte do Movimento por um Lar Cristão e não falta a nenhuma Festa da Família. “Hoje a minha esposa não pôde vir porque ficou a cuidar dos pais, dos meus sogros, mas vim com as duas filhas e com a minha mãe”, conta.

No final, todos ficaram convidados para o próximo grande evento da OSZ de Braga. Será no mês de março por ocasião da celebração do Dia do Fundador da Família Blasiana, o Pe. Joaquim Alves Brás.

IM
Artigo da edição de fevereiro de 2024 do Jornal da Família

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Retalhos de amor que dão vida

No Centro de Cooperação Familiar | Lar Betânia, em Fátima, as marchas dos Santos Populares não são apenas uma festa: são um encontro de memórias e afetos que continuam a dar vida aos dias. Este ano, sob o lema “Vidas com História – Retalhos de Amor”, os utentes desfilaram no espaço exterior da instituição levando consigo meses de dedicação, figurinos feitos em conjunto e, sobretudo, pedaços das suas próprias histórias. São fragmentos de coragem, perdas, fé e superação que emocionaram colaboradores e famílias.

Ler Mais >>

Férias com afetos

As férias passam depressa, mas aquilo que vivemos em família permanece. Neste verão, queremos mais do que destinos e fotografias: queremos pais e filhos juntos, presentes, atentos uns aos outros, a criar memórias que o tempo não apaga. Porque as melhores férias são sempre as que fortalecem o afeto que nos une.

Ler Mais >>

A Santa Sé perante a crise do multilateralismo

Num tempo em que o multilateralismo parece perder fôlego perante a fragmentação global, Murillo Missaci propõe uma leitura do papel da Santa Sé na diplomacia contemporânea. Sem depender de poder económico ou militar, o Vaticano mantém-se como voz de diálogo e de equilíbrio, recordando que a credibilidade das instituições internacionais nasce da fidelidade à pessoa humana e da perseverança na cooperação.

Ler Mais >>

A secularidade consagrada refrescada pela ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV

A secularidade consagrada ganha hoje um novo fôlego, iluminada pela visão humanista e missionária da ‘Magnifica Humanitas’. Num tempo marcado pela busca de sentido, pela necessidade de diálogo e pela urgência de reconstruir vínculos humanos, os consagrados seculares surgem como testemunhas de uma Igreja que se faz próxima e que assume a missão de humanizar cada espaço onde a vida acontece.

Ler Mais >>

Livros e leituras

A leitura acompanha Juan Ambrosio no trabalho e na vida, mas ganha novo sentido nos momentos partilhados com o neto. Entre livros que alargam o pensamento e histórias que despertam a imaginação, Juan Ambrosio sublinha a importância de criar nas crianças o gosto pelos livros.

Ler Mais >>