A Catedral de Santo Estêvão, um rei, uma história de fé

Neste mês partimos à descoberta da beleza da espiritualidade numa viagem a Budapeste. Por entre os inúmeros monumentos da chamada “Paris do Leste”, Cristiano Cirillo conta-nos a história da Catedral de Santo Estevão.

Cada viagem é uma nova descoberta, faz-nos ver o mundo com outros olhos. Fui à Hungria com a minha prima, um país que não conhecíamos e que tínhamos vontade de conhecer.

A cidade de Budapeste é uma metrópole com muito charme, romântica, conhecida como a “Paris do Leste”. Na verdade, é um pouco como Paris, por causa da sua arquitetura e dos palácios e castelos com vista para o Danúbio. Budapeste está dividida em duas partes pelo rio, Buda e Peste.

Existem muitos monumentos importantes nesta cidade: o mercado, o palácio real, a sinagoga, pontes e igreja. O mais belo é a Catedral de Santo Estêvão, dedicada ao primeiro rei húngaro Estêvão. Situada no centro histórico de Budapeste, é um dos edifícios sagrados mais importantes da Hungria. Vista de fora, parece um lugar imponente, tão alto como o Parlamento, a simbolizar a ligação entre a Igreja e o Estado. O exterior é majestoso, com duas torres sineiras de cada lado e a cúpula no centro. Um pequeno lance de escadas conduz à grande loggia de entrada.

    

 A catedral foi iniciada em 1850 e concluída em 1905. O interior tem a forma de uma cruz grega, ao mesmo tempo austera e fascinante, com a cúpula sobre o cruzamento da nave. Repleto de mármores de várias cores, frescos e decorações, o interior é uma profusão de beleza, e esta beleza é o prelúdio da liturgia e da elevação dos corações. A cúpula, no interior, é segmentada e faz lembrar a cúpula do Vaticano. No altar-mor, encontra-se uma estátua do Rei Santo Estêvão I, fundador da Hungria em 1038, um forte apoiante da religião cristã que deu uma fé ao seu povo. Fundou vários mosteiros e foi coroado “rei apostólico” pelo Papa Silvestre II. À direita do altar-mor encontra-se um outro altar onde é venerado o braço direito do rei, encerrado numa caixa de vidro cinzelado em prata.

                                           

 No altar da direita, fiquei fascinado com um quadro do pintor húngaro Gyula Benczur que representa Santo Estêvão a oferecer a sua coroa à Virgem Maria; de facto, antes da sua morte, o Rei Estêvão confiou o país à Virgem Maria, é por esta razão que a Hungria também ostentava orgulhosamente o título de “Regnum Marianum“.

Ficamos sempre fascinados quando descobrimos coisas novas, abrimos a nossa mente, enriquecemos a nossa bagagem cultural. Aqui encontrámos muitas pessoas, conhecemos novos caminhos e novos mundos, porque quem viaja sem conhecer o outro não viaja, desloca-se só!

Que o período da Quaresma seja uma viagem não só exterior, mas também interior, um tempo de reflexão e de descoberta de si mesmo, e que tenha como destino desta viagem a Santa Páscoa. Votos de Boa Páscoa para todos os leitores. Cuidado, porque com o início da primavera vamos …

Texto e fotos: Cristiano Cirillo
circri@libero.it
Artigo da edição de março de 2024 do Jornal da Família

 

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