"Caminhada pela Vida" vai decorrer em dez cidades portuguesas

"Caminhada pela Vida" vai decorrer em dez cidades portuguesas
A ‘Caminhada pela Vida’ é a expressão pública de “um povo que deseja testemunhar que toda a vida tem dignidade”, afirmam organizadores.

Dez cidades portuguesas vão receber a 23 de outubro uma nova edição da ‘Caminhada pela Vida’, em defesa de cada ser humano, “desde o momento da conceção à morte natural”.

“Esta caminhada pela vida faz-se todos os dias, compromisso em que a vida seja defendida na sua integralidade, da conceção à morte natural. Mas fazendo-se todos os dias também é bom que aconteça de uma maneira mais manifesta, mais pública, nalguns dias, como vai ser em várias cidades de Portugal”, assinala D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, numa mensagem de apoio.

A iniciativa promovida pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) decorre, a partir das 14h30, em Aveiro, Coimbra, Évora e Lisboa; e, pelas 15h00, em Braga, Funchal, Guarda, Porto, Santarém e Viseu.

“É um compromisso constante e agora reforçado para que a vida no seu ato completo seja verdadeiramente defendida e promovida”, afirma o cardeal-patriarca de Lisboa.

D. Manuel Clemente observa que, em cada momento, “é de vida que se trata”, desde a conceção até à morte natural, mas também na vida de todos os dias, “nas condições dessa mesma existência, para que seja digna e dignificada por todos”, e tenham condições materiais, sociais, culturais para se desenvolverem em plenitude.

A organização indica que a ‘Caminhada pela Vida’ é a expressão pública de “um povo que deseja testemunhar que toda a vida tem dignidade” e teve origem nas campanhas para os referendos sobre o aborto de 1998 e 2007, tendo sido retomada de modo anual a partir de 2012.

A FPV lembra também que foi da ‘Caminhada Pela Vida’ que nasceu a Iniciativa Europeia ‘One of Us’, a Iniciativa Legislativa de Cidadão ‘Pelo Direito a Nascer’ e a petição ‘Toda a Vida tem Dignidade’.

A Federação Portuguesa pela Vida recebeu recentemente o Prémio Dignitas Personae, pela “forma como defendem a dignidade da pessoa” numa “sociedade desagregada” e que “permite que cada um decida por si”, da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP).

Fonte: Agência Ecclesia

Sexta, 15 de Outubro de 2021