A caminho do IX Encontro Mundial das Famílias

A caminho do IX Encontro Mundial das Famílias
O casal Nuno Fortes e Catarina Luís serão acolhidos por uma família em Dublin

Transmitir a alegria de ser família

Nuno Fortes e Catarina Luís estão casados há 11 anos. É a primeira vez que vão participar num Encontro Mundial das Famílias, embora encontros mundiais, em espírito de Igreja, não sejam uma novidade para este casal. Conheceram-se numa peregrinação a Taizé e já marcaram presença em quatro Jornadas Mundiais da Juventude, três delas em conjunto. Com a caminhada em Igreja assumiram a área da formação da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa e a oportunidade de viajar até Dublin surgiu neste contexto.

“Esta experiência internacional de Igreja, de estar com outras famílias, conhecer os seus desafios, faz sentido a nível pessoal mas também para o trabalho que desenvolvemos”, explica Catarina Luís ao Jornal da Família. Uma resposta complementada por Nuno Fortes que acrescenta que estes encontros internacionais servem para perceber como é que as comunidades cristãs de outros locais do mundo estão a lidar com problemas específicos, como por exemplo: “o acolhimento dos novos casais nas paróquias e nos movimentos ou o acolhimento de famílias mais afastadas da Igreja”. Uma temática bem presente na Exortação “Amoris Laetitia” que está a servir de base à preparação deste encontro e cujos desafios “são muito orientados para a definição de itinerários personalizados”, afirma Nuno Fortes.

Para Catarina esta será também uma oportunidade de ”apresentar o compromisso do casamento como caminho de alegria no mundo de hoje” e espera que este encontro a ajude a encontrar novas formas de “dizer ao mundo que é bom ser casado, que é bom ser família”. Para Nuno Fortes “faz muita falta ser transmitida esta alegria que brota de ser família. Sentimos o desejo de ouvir mais pessoas a falarem sobre o bom que é ser família, o bom que é dar resposta a este plano de Deus e faz-nos muito bem ouvir outros testemunho”.

Numa Igreja marcada pelas dificuldades em contexto familiar: os divórcios, as problemáticas associadas aos filhos, etc., Catarina vê a Igreja com duas missões: “por um lado acolher estas situações difíceis, de fragilidade, por outro orientar, apontar caminho de felicidade”. Temáticas que serão abordadas ao longo do encontro e vivenciadas junto de famílias de todo o mundo e junto de uma família especial: aquela que acolherá o casal Nuno e Catarina em Dublin. “Nós pedimos para ficar numa família de acolhimento e essa é a parte que eu tenho mais expetativa - o partilhar o dia a dia com uma família que nós não conhecemos mas que se dispôs a abrir-nos a porta da sua casa”, conclui Catarina Luís.

A experiência de globalidade da Igreja

De malas aviadas para Dublin está também o casal Roberto Gamboa e Fernanda Ventura. Com eles seguem as duas filhas: Catarina de 19 anos e Madalena com 15 anos.

Roberto e Fernanda têm tido uma participação ativa junta da paróquia de Olhalvo, no concelho de Alenquer, onde habitam. A ida ao Encontro Mundial das Famílias surgiu no seio desta comunidade onde têm estado ao serviço da catequese, da pastoral juvenil e da liturgia.
Obtivemos informação a partir do nosso pároco, depois pesquisamos na internet, perguntámos a alguns colegas dos tempos da pastoral juvenil se tinham mais informações e decidimos avançar”, conta Roberto e Fernanda numa entrevista via e-mail.

Na juventude estiveram em vários encontros internacionais mas esta será a primeira vez num Encontro Mundial das Famílias. “Agora com as filhas já com idade de apreciar o encontro, pensámos ir juntos, em família a este encontro internacional”, contam.

A decisão tardia quase os deixava sem bilhetes para o Congresso e na altura desta entrevista ainda não tinham bilhetes para o Festival das Famílias, mas tal facto não faz baixar as expetativas para o encontro. “Estamos com expetativas elevadas quanto ao Congresso, em particular no contacto com outras famílias e na experiência da globalidade da Igreja, com diferenças e problemas, mas também com semelhanças e sempre inspiradas em Cristo”. A missa com o Papa, acrescentam, “será certamente um momento único de globalidade em família”.

Juntamente com a família do Roberto e da Fernanda viaja também um casal amigo: católico, com os filhos batizados mas com presença irregular na Igreja. “Fizemos um convite a este casal amigo, a Sandra e o Zé, que irá celebrar os 25 anos de matrimónio no dia 21 de agosto e têm dois filhos gémeos com 15 anos de idade”, conta Fernanda. “Eles aceitaram o desafio e manifestaram interesse pela viagem e pela troca de experiências”.

No regresso Fernanda e Roberto pretendem trazer “uma energia e alegria renovadas” para poderem ser partilhadas junto da comunidade onde residem.

Quarta, 1 de Agosto de 2018