Serviço pastoral quer Igreja mais inclusiva para pessoas deficientes

Serviço pastoral quer Igreja mais inclusiva para pessoas deficientes
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência assina-se a 3 de dezembro

O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência (SPPD), organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, desafiou as comunidades católicas a construir “uma Igreja mais inclusiva”. “Uma Igreja que acolha a todos como irmãos, cada vez mais inclusiva, que derrube barreiras físicas e psíquicas, que esteja atenta para ouvir cada um na sua singularidade”, lê-se na mensagem do SPPD divulgada a propósito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência que  se assinala a 3 de dezembro. 

 

O texto, que começa por saudar as pessoas com deficiência, “um sexto da população portuguesa”,  alia-se também ao desafio lançado pelas Nações Unidas para este dia: “Capacitação/empoderamento das pessoas com deficiência e assegurar a sua inclusão e igualdade”.

 

A mensagem cita o Papa Francisco, o qual pede que as comunidades católicas saibam “descobrir e experimentar formas coerentes para que cada pessoa, com os seus dons, os seus limites e deficiências, até graves, possa encontrar no seu caminho Jesus e abandonar-se a Ele com fé”.

 

O texto refere o exemplo de  algumas “boas práticas nas dioceses” em matéria de inclusão dos Açores à Madeira, de Bragança ao Algarve. “Celebramos a fé nalguns lugares com bela participação na liturgia. Há experiências dispersas de inclusão na catequese e em movimentos. Há instituições onde pessoas dedicadas cuidam e acompanham pessoas com deficiência. E temos também o testemunho de pessoas e famílias que, mesmo com limitações acentuadas, têm gosto por viver e nos agarram e levam pela mão”.

 

Mas apesar da “boa vontade” há ainda muitos “receios”. “Para comunicar, falta continuarmos a aprender a Língua Gestual Portuguesa; queremos que nos entendam e ainda falamos de forma complexa; quer-se apertar a mão e falta o jeito”, lê-se no comunicado.


O SPPD pede a colaboração de todos para saber “o que é necessário continuar a fazer e como melhorar”. “Queremos caminhar em conjunto e precisamos da vossa experiência de vida e conhecimento, da vossa persistência e resiliência, da vossa sabedoria de fazer acontecer o impossível, como possível”. 

 

A mensagem termina com o desejo de construir “uma Igreja que permaneça companheira, pela vida fora, no calor da amizade e do abraço inclusivo”.

Domingo, 2 de Dezembro de 2018