“Não cantem vitória antes do tempo”, pediu hoje o Papa às populações que já vivem em desconfinamento

“Não cantem vitória antes do tempo”, pediu hoje o Papa às populações que já vivem em desconfinamento
Francisco recorda situação "terrível" que persiste em vários países e lembra que Deus, uno e trino, “está ao serviço do mundo, quer salvá-lo e recriá-lo”. (Foto: Vatican Media)

A guerra contra a Covid-19 ainda não está ganha. O Papa Francisco pediu hoje prudência nos países que vivem fases de desconfinamento. “Muita atenção, não cantem já vitória, não cantem vitória antes do tempo”, disse aos peregrinos que se reuniram pela segunda semana consecutiva na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do Ângelus.

Francisco saudou em particular os peregrinos romanos, considerando que a sua presença neste tradicional encontro de domingo – que esteve suspenso durante várias semanas, entre março e maio – é um “sinal de que na Itália a fase mais aguda da epidemia foi superada”. Mas para Francisco “continua a ser necessário seguir com cuidado as normas vigentes” para “evitar que o vírus ganhe força”.

Francisco recordou a situação “terrível” que se vive ainda em muitos países onde o número de infetados não para de aumentar. “Infelizmente, noutros países o vírus ainda continua a fazer muitas vítimas. Só na sexta-feira passada, num país morreu uma pessoa por minuto”, afirmou Francisco, referindo-se provavelmente ao Brasil.

Francisco quis manifestar a sua proximidade a estas populações, aos doentes e seus familiares, e a todos os que cuidam deles.

Durante a oração do Angelus, que proferiu da janela do palácio apostólico, o Papa falou do amor de Deus que “ama o mundo, apesar dos seus pecados e ama cada um de nós, mesmo quando erramos e nos afastamos d’Ele.”

Neste domingo da Santíssima Trindade, Francisco sublinhou que “a beleza, a verdade e a bondade inexaurível” de Deus, uno e trino, “está ao serviço do mundo, quer salvá-lo e recriá-lo”.

No final, o Papa recordou que neste, mês de junho, especialmente dedicado ao Coração de Jesus, este “Coração humano e divino de Jesus é a fonte onde podemos alcançar a misericórdia, o perdão e a ternura de Deus”.

E pediu aos fiéis presentes que repetissem com ele, uma oração que a sua avó lhe ensinou: "Jesus, fazei o meu coração semelhante ao Vosso.”
 

Fonte: Agência Ecclesia e Rádio Renascença

Domingo, 7 de Junho de 2020