Fosses tu uma brasa...

Fosses tu uma brasa para atear e aquecer todas as almas no fogo do amor de Deus[1]!
 

Era esse o desejo que movia o coração do padre Joaquim Alves Brás. É essa a chama que ainda hoje permanece acesa nas mãos das Cooperadoras da Família, abrasada no ideal de Família à luz da Sagrada Família de Nazaré.

Fosses tu uma brasa…

Entra dentro de ti. Procura o calor que te faz viver. Vê se o fogo tem chamas até ao lugar mais fundo do teu coração. Pergunta-te na hora mais calada da noite: e eu? Poderei vir a ser brasa? Escava em ti mesma em busca de uma resposta profunda. E, se esta soar afirmativamente, se tiveres de enfrentar esta questão séria com um forte mas simples ‘Sim!’ então constrói a tua vida em função desse apelo. A tua vida terá de ser um sinal e um testemunho desse impulso até nas horas mais frias; a tua vida terá de ser uma brasa que irradia calor; a tua vida terá de ser uma chama que ilumina as trevas. No coração do mundo, a família espera que aqueças o seu lar com esse Amor que te arde no peito.

Entra em ti. Perscruta Deus no teu coração. Vê se a lenha está pronta a arder. No fogo dela encontrarás a resposta à pergunta sobre se és ou não chamada a ser brasa. Aceita-a como ela te soar, sem te pores com grandes preparações. Talvez tenhas a prova de que foste chamada a doares-te totalmente, a arder para incendiares o mundo, à semelhança de Jesus[2]. Então aceita o projeto que Deus tem para ti e assume-o na sua grandeza, pois nunca será bastante o incêndio[3].

Fosses tu uma brasa…


[1] ArqJBrás; Livro de Testemunhos; 1966-1968 pp.14v-15v

[2] cf. Lc 12, 49

[3] FARIA, Daniel; Poesia; Assírio & Alvim; p. 229