Um palco do tamanho do mundo

Preocupações ambientais no centro do espetáculo que congregou em Fátima a Família Blasiana

As crianças dos equipamentos sociais a cargo das Cooperadoras da Família mostraram em Fátima que o cuidado e proteção do meio ambiente é uma tarefa de todos e começa na mais tenra idade. O Centro Pastoral Paulo VI acolheu um espetáculo em que os artistas foram as crianças das creches e jardins-de-infância do Centro de Cooperação Familiar e da Obra de Santa Zita. Uma iniciava integrada na X Peregrinação da Família Blasiana que decorreu no passado dia 17 de junho sob o lema “Cuidar a casa comum – a nossa missão”.

Tendo como pano de fundo a Encíclica Laudato Si do Papa Francisco, a tarde teve como mote: Celebrar e cuidar “o livro da natureza uno e indivisível. Através da música, da dança, de projeções multimédia e de muita criatividade as responsáveis dos equipamentos sociais, juntamente com as Educadoras de Infância, trabalharam este tema e o resultado foi uma grande lição de cidadania ecológica.

A tarde começou com uma encenação trazida pelo movimento juvenil Focos de Esperança intitulada: “Do Cãos à Criação” e que não foi mais do que o relato bíblico da construção da “casa comum”. Depois seguiram-se as apresentações trabalhadas por cada equipamento social onde as mensagens se centraram no cuidado e preservação ambiental.

Aas crianças do Centro de Cooperação Familiar de Carcavelos – Creche e Jardim de Infância, o Botãozinho – inspiraram-se em S. Francisco de Assis e apresentaram uma performance intitulada “O Cântico das Criaturas”. Um hino de louvor por toda a criação.

A Obra de Santa Zita de Viseu levou a água para o centro das preocupações numa apresentação que deixou uma mensagem clara: “água bem essencial – poupar para não faltar”.

A Creche e Jardim de Infância da Obra de Santa Zita de Castelo Branco quis mostrar que um mundo melhor começa em cada um e todos somos responsáveis pelo cuidado da natureza. Levou uma campanha de sensibilização ambiental focada nos 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.

As crianças da Obra de Santa Zita da Guarda centraram-se nas preocupações em torno da floresta e dos espaços verdes num tema que contou com a colaboração do professor António Joaquim Jermela.

A Obra de Santa Zita da Póvoa de Varzim colocou em palco uma neta e uma avó e chamou a atenção para o diálogo intergeracional.

As crianças da Creche e do Pré-escolar da Obra de Santa Zita da Covilhã levaram uma coreografia intitulada “A árvore amiga” e no final contaram com a participação de alguns pais que subiram ao palco para reforçar a mensagem.

Da Obra de Santa Zita de Elvas chegaram os guardiães da Terra para cultivar e cuidar o jardim do mundo com uma coregrafia intitulada “Um mundo melhor”.

De Lisboa, da Obra de Santa Zita da Penha de França, chegaram as regras de conduta para uma vida quotidiana ecológica.

A última apresentação esteve a cargo da Obra de Santa Zita de Portalegre que juntou no palco cerca de 50 crianças numa colorida coreografia intitulada “Arco-íris do amor”.

No final do espetáculo todas as crianças foram convidadas a subir ao palco e ao som do hino “Coração Florido” (hino de homenagem a Monsenhor Alves Brás) foi distribuído um pequeno presente. As crianças levaram para casa uma caixa de lápis de cor para continuar a dar cor à “casa comum”.

Para Alice Cardoso, Coordenador Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família este recriar da Encíclica do Papa Francisco, quer pelos jovens, quer pelas crianças, demostra “que é possível tornar esta casa comum mais habitável e que é possível transmitir valores a partir das atividades mais simples”. Uma mensagem reforçada Maria dos Prazeres, à frente da Creche e Jardim de Infância – o Botãozinho, em Carcavelos. “Queremos transmitir valores às crianças para que elas sejam portadoras dessa mensagem para todos os que as rodeiam”, afirmou esta Cooperadora da Família.

Para Céu Simões, Presidente da Obra de Santa Zita que conta com nove equipamentos espalhados pelo país que acolhem mais de mil crianças, o balanço deste dia de celebração é francamente positivo. “Para além da mensagem que as crianças aqui deixaram, elas conseguiram trazer os pais”. De facto, o anfiteatro Paulo VI estava repleto de pais e familiares das crianças, bem como de muitos que no dia-a-dia acompanham o trabalho das várias Obras da Família Blasiana: Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Obra de Santa Zita, Centro de Cooperação Familiar, Movimento por um Lar Cristão e movimento juvenil Focos de Esperança.

Da parte da manhã, o momento celebrativo e de oração decorreu no recinto do Santuário com a participação no terço na Capelinha das Aparições e na celebração eucarística, presidida por D. António Couto, Bispo de Lamego.


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