«Vale a pena a família acreditar na força do sacramento do matrimónio» – Joaquim Valente

Centros de Preparação para o Matrimónio peregrinaram a Fátima e celebram 60 anos do movimento em Portugal. (Foto: Agência Ecclesia)

A Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM) realizou o 50.º encontro de peregrinação nacional, sobre ‘A Alegria do Amor no Matrimónio Cristão’, que celebrou 60 anos do movimento em Portugal, entre sábado e domingo.
 

“Vale a pena vincar e mostrar a alegria de viver este amor. 60 anos em matrimónio em que tivemos caminhadas diversas com objetivos claros e com dificuldades, mas nesta união, nesta entreajuda, nesta comunhão, neste sentido de ir ao encontro um dos outros conseguimos mover montanhas”, disse Joaquim Valente, do casal presidente do CPM-Portugal, em declarações à Agência ECCLESIA.
 

Para o responsável nacional da Federação dos Centros de Preparação para o Matrimónio celebrar 60 anos do movimento “mostra quanto vale a pena a família acreditar na força do sacramento do matrimónio” e assinala que querem “ir ao encontro daqueles que desconhecem esta mensagem e desconhecem esta vivência” porque quando conhecem “alegram-se”, “valores que depois acabam por dar força para vencer muitos outros valores da sociedade hoje”.
 

“Queremos que as famílias em Portugal sintam isto e sejamos testemunho para o mundo deste acreditar, deste viver, e teremos melhor sociedade se as famílias forem melhores”.
 

Já o assistente nacional do movimento salientou que cabe à Igreja e, “de um modo muito particular”, a esta dinâmica do CPM “ajudar as pessoas a descobrir esses valores” do matrimónio cristão, como ser indissolúvel, para vida toda, com características próprias, e a perceber que “são importantes para a própria realização das pessoas”.
 

“Não são apenas normas exteriores e regras a cumprir, mas têm a ver com a própria estrutura da pessoa, a estrutura espiritual, psicológica, afetiva da própria pessoa, porque o Evangelho encarna na realidade das pessoas e é este desafio de ajudar as pessoas a descobrirem a beleza e a grandeza do sacramento do matrimónio”, desenvolveu o padre Paulo Jorge.
 

Segundo o sacerdote da Diocese do Porto, no sacramento do matrimónio “hoje é uma questão de fé”, “como a grande questão pastoral da Igreja”, porque “só” a adesão à pessoa de Jesus Cristo “torna compreensível” que se possam “aceitar outros valores para a vida”, uma vez que “sem a dimensão da fé, é evidente que se torna depois muito difícil falar de outros valores e princípios”.
 

À Agência ECCLESIA, o padre Paulo Jorge afirma que “sem a adesão a Jesus Cristo” vão fazer “celebrações muito bonitas”, cumprir rituais, mas não a celebração do sacramento” e “o grande caminho” é o primeiro anúncio que “o CPM tem trabalhado muito”.

O 50.º encontro de peregrinação nacional 2020, sobre o tema ‘A Alegria do Amor no Matrimónio Cristão’ assinalou também os 60 anos do movimento em Portugal; o CPM nasceu em (St. Hugues de Biviers) Grenoble, França, numa casa de retiros dos Jesuítas, a 31 de janeiro de 1956.
 

O casal Esmeralda e Paulo Lima integra a Federação Internacional do Centro de Preparação para o Matrimónio, destacando a “riqueza muito grande” da partilha na “diversidade” dos diversos países, “sobretudo nesta reflexão dos desafios pastorais” da sociedade hoje “de acordo com os vários contextos”.
 

“Portugal tem sido muito escutado lá fora porque temos uma realidade de católicos praticantes convictos, e temos sobretudo uma comunhão muito forte entre leigos e representantes do Clero, esse é um aspeto que tem sido muito apreciado nos vários encontros”, revelou Esmeralda Lima”.
 

Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio da Igreja Católica tem como finalidade principal promover sessões de preparação de noivos para o matrimónio, através de uma pedagogia e metodologia próprias, baseadas na Revisão de vida e no Testemunho vivencial de casais católicos, assistidos por sacerdotes.
 

José Maria e Conceição Sousa, atualmente presidentes da Mesa da Assembleia-Geral do movimento, começaram “como casal formador” e, em 40 anos de ligação ao CPM, já foram responsáveis diocesanos, nacionais e representantes internacionais.
 

“Isso marcou-nos profundamente, temos quatro filhos, e acima de tudo pressentimos ao longo da vida que o facto de comungarmos completamente da temática do CPM ajudou-nos a criar os nosso filhos e a ajudar muitos outros filhos de outros casais”, disse José Maria Sousa, no início do 50.º encontro peregrinação do CPM, que teve um programa de reflexão, oração e partilha.

Fonte: Agência Ecclesia

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