Santo Estêvão, a Catedral com a ‘Ianua Coeli’… Porta do Céu

Uma viagem de Cristiano Cirillo pela imponente Catedral de Santo Estevão, em Viena. Um monumento onde a história se cruza com a fé e a beleza nos leva à espiritualidade.

Viena, a capital da Áustria, tem um rico passado histórico que pode ser palpável nos seus monumentos, nas suas praças, mas também, e sobretudo, nas suas igrejas. A mais importante, a Catedral de Santo Estêvão, a qual desde há 900 anos é o símbolo de Viena e da Áustria. Com 136 metros de altura, é a igreja mais alta da Áustria.

Batizada com o nome de Santo Estêvão, o primeiro mártir do cristianismo, a Catedral não é apenas o edifício gótico mais importante da Áustria, pois a Steffl, como é carinhosamente chamada em Viena, é muito mais do que isso. É um marco histórico, um símbolo de identidade e um símbolo da reconstrução da República após a Segunda Guerra Mundial. A construção da Catedral teve início no século XIV e o seu interior sofreu várias alterações ao longo dos séculos, até assumir o seu atual aspeto barroco. Tem quatro torres e a mais alta é a torre sul, com 136 metros de altura. Alberga um total de 13 sinos, o mais famoso deles, o Pummerin, que está situado na torre norte, a 68 metros de altura. Em termos de tamanho, é o segundo maior sino oscilante da Europa. As telhas coloridas que cobrem o telhado da Catedral de Santo Estêvão formam o brasão da águia bicéfala do Império dos Habsburgos e os brasões da cidade de Viena e da Áustria.

   

Para além dos muitos e valiosos altares e capelas laterais, visitei o impressionante tesouro da catedral, que inclui relíquias artísticas decoradas com ouro e pedras preciosas, valiosíssimas, textos, livros e paramentos litúrgicos. A Catedral alberga também numerosos túmulos de importantes figuras históricas. O Imperador Frederico III, que foi coroado em Roma em 1482 e se casou no mesmo ano com Leonor de Portugal, está aqui sepultado num imponente sarcófago de mármore. Também os restos mortais do Duque Rudolfo IV, conhecido como o “Fundador”, que lançou a primeira pedra do novo edifício gótico da catedral em 1359 e também fundou a universidade chamada Alma Mater Rudolfina, repousam aqui. É considerado um dos ‘génios’ da dinastia dos Habsburgos. O altar-mor é impressionante, chamado Porta Coeli, a estrutura assemelha-se à porta de uma casa e o retábulo oferece uma vista aberta do Céu, mostrando o martírio de Santo Estêvão em Jerusalém e, acima dele, o Céu aberto.

A Catedral é coroada por uma gigantesca torre em forma de agulha, construída em estilo gótico, a qual, com 137 metros de altura, pode ser avistada dos vários pontos da cidade.

Desde 1469, é a Sede do Cardeal Arcebispo de Viena.

São tantas as pessoas que aqui trabalham e que fazem tudo para que os visitantes possam sentir-se em casa e nesta Casa de Deus. Não é só um lugar de turismo, é também de oração, onde decidi demorar-me um pouco mais para experimentar esta atmosfera espiritual…

Desejo a todos os leitores umas boas férias, e que neste período de descanso possam experimentar a beleza da espiritualidade em viagem…

 

Fotos e texto: Cristiano Cirillo
circri@libero.it
Artigo da edição de agosto/setembro de 2024 do Jornal da Família

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