Festa da Solidariedade na OSZ do Porto

A solidariedade é um dos pilares da Obra de Santa Zita desde a sua génese e no Porto ficou reforçada com a Festa da Solidariedade. Familiares, amigos e colaboradores juntaram-se aos utentes da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia e Apoio Domiciliário.

A Obra de Santa Zita (OSZ) do Porto, com as valências de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), Centro de Dia e Apoio Domiciliário, voltou a vestir-se de solidariedade dando corpo a uma tradição que vem desde as suas origens. A Festa da Solidariedade, em pleno tempo de Advento, congregou Cooperadoras da Família, Associadas, colaboradores e seus familiares, utentes, famílias e demais amigos da OSZ. E contou também com a presença do Bispo Auxiliar do Porto, D. Joaquim Dionísio.

Nas palavras de boas-vindas, a Cooperadora Nazaré Soares, Diretora da instituição, recordou que a solidariedade é “um dos pilares” da OSZ, incutida pelo próprio Fundador, o Pe. Alves Brás. Uma Casa que é mais do que um espaço físico que “promove a solidariedade e o espírito de família, através da partilha de bens materiais”, mas também através da “partilha de valores, que são como vínculos que unem, reforçam relações entre a família, entre família e famílias, entre famílias e todo o mundo que a rodeia”, referiu Nazaré Soares.

A Cooperadora Nazaré convidou todos a apreciar os vários painéis presentes na sala. Um deles representava, através de quatro palavras, a caminhada rumo ao Natal: Esperança, Amor, Alegria e Paz. Ingredientes para a vivência do tempo de Advento que este ano contou também com a presença, na Capela, de uma imagem do Bom Pastor. Uma iniciativa da Diocese que passou pelas várias comunidades criando uma cadeia de orações pelas vocações.

Na sala estava também presente a árvore de Natal construída pelos utentes do Centro de Dia, onde as palavras que a formavam falavam do sentido desta quadra. Um outro painel retratava o dia a dia desta casa onde todos eram convidados a deixar uma opinião ou o “sentir” de cada um. Num outro painel estavam registados os desejos dos utentes do Centro de Dia e do Lar para o ano de 2025.

Uma feira solidária convidada à aquisição de compotas confecionadas na Instituição pelas Cooperadoras da Família e, ao lado, o Bar convidada a um pequeno lanche solidário. À entrada, foi também distribuído um envelope que convidou à colaboração na campanha, promovida pela Conferência Episcopal Portuguesa, em favor da Terra Santa, martirizada pela guerra.

Do programa da Festa o destaque foi para a atuação dos utentes da OZS, quer da ERPI, quer do Centro de Dia. Houve músicas de Natal e recitação de poesia. Um vídeo mostrou o dia a dia da instituição e de seguida ouviram-se alguns testemunhos.

As colaboradoras da OSZ juntaram-se para cantar o Hino da Alegria e ouviu-se também o Hino do Pe. Brás, cujo centenário de Ordenação Sacerdotal, que este ano se celebra, não foi esquecido, bem como as atividades a ele associadas que marcarão o ano de 2025. No final da festa houve uma pequena largada de balões em memória da abertura do Ano Jubilar do Centenário, ocorrida em 19 de julho de 2024.

Um programa, que nas palavras de Nazaré Soares, simboliza “a família que esta Casa constrói no dia a dia”, quer com os utentes que aqui habitam, quer com que os que residem nas suas casas e que esta instituição apoia através do serviço de Apoio Domiciliário.

Cuidar a família ao jeito do Pe. Brás “é a inspiração de todas as nossas ações”, afirmou Nazaré Soares. “Promover a vida dos nossos utentes: a sua história, vivências, experiências e toda a sabedoria, é a razão pela qual nos empenhamos das mais diversas formas. A criatividade de cada profissional é um desafio de todos os dias e a aprendizagem é um caminho em construção”, referiu.

Nazaré agradeceu toda a generosidade e a presença de cada um e conta com todos para uma instituição cada vez mais acolhedora e cuidadora.

IM
Artigo da edição de janeiro de 2025 do Jornal da Família

Fotos: OSZ Porto

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