Viva o Papa Leão XIV!

“A sucessão não é apenas uma questão de continuidade, mas também um convite à renovação da fé e do compromisso com o próximo”, recorda Murillo Missaci no primeiro artigo escrito a partir de Roma, após a eleição de Leão XIV.

Quando recebi a notícia da morte de Papa Francisco, senti um grande vazio no meu coração, assim como todos nós católicos. Devo admitir que no decorrer daqueles dias que antecederam as suas exéquias, e também durante o conclave, esse vazio deixou-me muito aflito e com grande ansiedade na espera do novo Sucessor de Pedro, que só se “dissolveram” ao ouvir o anúncio da eleição do então cardeal Prevost a Papa Leão XIV. Por conhecer pouco sobre a sua história até aquele dia, comecei imediatamente a ler, e a cada nova informação que eu descobria, sentia-me sempre mais confiante e contente com a escolha dos nossos cardeais. O Papa Leão XIV é um Papa jovem, que retomará um pouco de cada um dos seus antecessores e harmonizará essas características com o nosso tempo, como já pudemos observar nos seus primeiros discursos e homilias. A eleição de um novo Papa marca sempre um momento de continuidade e renovação no magistério pontifício. A sua juventude e o seu olhar atento às novas realidades do mundo trazem um sopro de esperança para a Igreja, sem romper com a sólida tradição dos seus predecessores.

Há alguns meses escrevi sobre a Doutrina Social da Igreja no Jornal da Família, um tema para mim tão caro e também para o nosso novo Papa! Ao retomá-la como um instrumento de paz e diálogo para construir pontes de fraternidade universal, ele se insere no caminho traçado por pontífices anteriores, ao mesmo tempo em que adapta essa mensagem aos desafios contemporâneos. Ela não deve ser vista como um conjunto rígido de ideias, mas como um caminho comum para a verdade, baseado na investigação e no diálogo, que nos impele a dar voz aos mais pobres, considerando-os como concretizadores dessa Doutrina. Para a juventude católica, essa nova fase representa uma oportunidade única de protagonismo. O Papa convida-nos, a nós jovens, a sermos agentes de transformação social, levando os valores do Evangelho para os diversos contextos em que vivemos para construir uma sociedade mais justa e fraterna. Assim, o magistério pontifício se renova não apenas nas palavras, mas também na ação concreta dos fiéis que acolhem essa missão.

O início do pontificado de Leão XIV lembra-nos que a Igreja está em constante movimento, sempre dialogando com o mundo e suas transformações. A sucessão não é apenas uma questão de continuidade, mas também um convite à renovação da fé e do compromisso com o próximo. Oremos pelo Santo Padre refletindo sobre a forma como, juntos, podemos responder ao chamado para sermos luz no mundo.

Murillo Missaci
missacimb@gmail.com
Artigo da edição de junho de 2025 do Jornal da Família

Foto: Vatican Media

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

O primeiro lugar onde aprendemos a amar

No Dia Internacional da Família somos convidados a olhar para o lar como o primeiro espaço onde se aprende a amar. Entre gestos de escuta, partilha, perdão e cuidado, é no quotidiano familiar que se formam os laços e se constrói, dia após dia, a educação do coração.

Ler Mais >>

O contexto histórico da ‘Provida Mater Ecclesia’

Tornar mais conhecida a Consagração Secular é o objetivo de uma série de artigos que o Jornal da Família vai publicar ao longo dos próximos meses. A iniciativa tem no horizonte o dia 30 de janeiro de 2027, data em que os Institutos Seculares Portugueses vão celebrar os 80 anos da Constituição Apostólica Provida Mater Ecclesia. Este documento, publicado pelo Papa Pio XII, reconhece a Consagração Secular como uma forma legítima de vocação na Igreja. No primeiro artigo olhamos para o ano de 1947 para “O contexto histórico da Provida Mater Ecclesia”

Ler Mais >>

Redes sociais degradam bem-estar dos adolescentes

À medida que estudos e relatórios revelam o impacto negativo das redes sociais no bem‑estar dos adolescentes, torna‑se claro que a família, a escola e a sociedade têm um papel fundamental a desempenhar: educar para o amor, para os limites e para um uso responsável da tecnologia. Opinião de Jorge Cotovio.

Ler Mais >>