Estamos a meio do primeiro período e é preciso pensar na forma como aprender a memorizar alguns conteúdos. Os testes não vão tardar e as notas são um problema. Nem todos têm o mesmo estilo de aprendizagem e estudo. Cada um tem que adequar a forma de estudar ao seu carater, à sua forma de ser, à sua personalidade. Numa turma nem todos os alunos aprendem e estudam da mesma maneira. Estar a impor o método de estudo a um aluno, igual ao do colega que teve um bom resultado, pode não ser eficaz, porque todos somos diferentes. Em casa e na escola devemos estar atentos às caraterísticas de cada um e à forma como compreendem e retêm as informações que lhe são dadas. Há os que retêm melhor informação através das imagens, mapas ou gráficos, isto é, através do visual, outros que preferem o método auditivo, isto é escutar, debater, participar e falar, e ainda há aqueles que aprendem melhor os conteúdos através da prática, das experiências, da participação em atividades. A leitura e a escrita, naturalmente, não podem ser um estilo ignorado, até porque é o mais comum a todos os alunos, porque anotam e registam as informações mais importantes a reter.
Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um é muito importante, bem como as suas preferências metodológicas, para melhor registar e absorver a informação.
Acreditamos que, enquanto pequenos, no começo da escolaridade, é mais difícil detetarmos quais as melhores formas de aprendizagem de cada um. No entanto, já mesmo antes da ida para a escola, nos apercebemos das capacidades de retenção de informação, memorização e até explanação da mesma, em ambientes diferenciados. Na escola vão identificar e aperfeiçoar o seu estilo, num ritmo e ambiente diferente, onde existem mais crianças e jovens da mesma idade e com caraterísticas e personalidades diversas. É uma forma de socialização e interação a partilha de conhecimentos sobre a melhor forma de estudar. Promove até uma melhor integração e um melhor ambiente de estudo e participação nas aulas.
Os métodos de estudo são individuais, porque devem respeitar a forma de ser e estar de cada um e também do ambiente onde vivem. O método aplicado num aluno pode não resultar, aplicado num outro. Comparações devem ser evitadas, porque podem desencadear alguma ansiedade e frustração.
À medida que vão crescendo, verificamos que cada aluno vai encontrando o seu caminho no estudo, a sua própria forma, o seu local apropriado e as ferramentas que gosta e precisa de utilizar, com vista a resultados positivos. É uma evolução gradual, mas muito proveitosa, onde os estilos podem variar, de acordo com a idade e com os conteúdos das disciplinas, não esquecendo as preferências de cada um.
A atenção a estes pequenos pormenores, que podem fazer a diferença no crescimento e desenvolvimento da atividade escolar, é imprescindível.
Estudar até é fácil e até é bom, quando encontramos o método e o estilo.
Bons estudos! Bons métodos! Bons estilos!
Goretti Valente
Artigo da edição de novembro de 2025 do Jornal da Família
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