“Peregrinos de Esperança no Caminho da Paz”. Um slogan… uma proposta…um caminho de vida. Tudo isso e um programa intenso que, neste Jubileu, congregou muitos milhares de homens e mulheres consagrados: “religiosos e religiosas, monges e contemplativas, membros de institutos seculares e do Ordo virginum, eremitas e membros de «novos institutos» – vindos a Roma para viver juntos a Peregrinação jubilar, para confiar a vida à Misericórdia da qual vos comprometestes ser sinal profético através da profissão religiosa, porque viver os votos é abandonar-se como crianças nos braços do Pai”.
Mais do que um programa bem gizado foram dias de experiência eclesial, de comunhão, diria de sinodalidade, revelando que a linguagem do Amor é universal. Atravessar a Porta Santa nesta jornada jubilar foi como que um convite a transitar do “eu” ao “nós”. Passar a Porta Santa impele à conversão do individualismo missionário, passar do “eu” para o “nós”.
A Eucaristia presidida pelo Papa Leão XIV que apontou os verbos: pedir, buscar e bater como ícones dos conselhos evangélicos: “pedir na pobreza, buscar na obediência e bater para levar a caridade de Cristo aos outros”.
A saudação da Irmã Simona Brambilla, Prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, que nos propôs a imagem do yobel, o chifre que na tradição judaica anunciava o início do jubileu, como símbolo da vida Consagrada chamada a ser um canal vivo do sopro de Deus. “Somos como tantos yobels, cada um com o seu som único e irrepetível, mas chamados a tocar juntos a sinfonia do Jubileu da Esperança”.
Do encontro com o Papa Leão XIV ressalta o convite: “viver uma missão apaixonante, feita de um “diálogo doméstico” que renova diariamente o Corpo de Cristo nas relações, processos e métodos da vida eclesial”. A Igreja hoje pede aos Consagrados que sejam testemunhas especiais de comunhão, capazes de caminhar juntos com toda a família de Deus, partilhando a alegria da vocação, superando divisões, perdoando e pedindo perdão. “Trabalhem” disse o Papa “para se tornarem, dia a dia, cada vez mais peritos em sinodalidade, porque é assim que a Igreja reconhece o rosto de Cristo que caminha connosco”.
“Vamos, peregrinos da esperança no caminho da paz, levando connosco a experiência vivida para guardá-la em nossos corações e compartilhá-la com aqueles que encontrarmos” – foi o envio da Irmã Simona Brambilla.
Estes são apenas alguns pontos que ressalto desta experiência vivida ao longo de quatro dias intensos de conteúdos e emoções que culminaram com a presença da Imagem original da Capelinha das Aparições de Nossa Senhor de Fátima na Praça de São Pedro, fazendo-nos sentir de novo em casa apesar dos muitos quilómetros que nos separavam.
Sou grata a Deus e ao Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF) por esta possibilidade de vivência como membro deste Instituto Secular e desta Igreja peregrina na busca do ‘Bem Maior’ que afinal está e permanece connosco.
Deolinda Araújo – Cooperadora da Família
Artigo da edição de novembro de 2025 do Jornal da Família
Foto: D.R.





