O encanto de uma viagem está no imprevisto, no não planeado. Muitas vezes, quando se muda de rumo, descobrem-se as coisas mais bonitas. Foi o que aconteceu numa viagem à Alemanha, onde uma mudança de rumo nos levou a Ulm. A cidade é famosa pela sua majestosa catedral com uma das torres mais alta do mundo, pelas pitorescas casas do bairro dos pescadores e por ser a cidade natal de Albert Einstein.
A catedral de Ulm é uma grandiosa igreja luterana construída em estilo gótico, a partir do século XIV pela família de grandes arquitetos alemães Parler. É o maior edifício religioso da cidade que se encontra na região de Baden-Württemberg, e representa também uma das maiores igrejas da Europa.
A torre sineira, foi a mais alta do mundo até 2025: tem 161,53 metros, acessível através de 768 degraus. É a segunda igreja mais alta do mundo, depois da Sagrada Família de Barcelona, que recentemente se tornou a mais alta do mundo.

O interior da catedral, de proporções grandiosas, tem uma planta basilical com um coro absidal profundo. Ao lado do coro, sob as duas torres, encontram-se três capelas. O edifício está dividido em cinco naves, a central separada por poderosos pilares que se encaixam nos arcos ogivais, e as laterais por colunas cilíndricas esguias e altíssimas que sustentam belas abóbadas em estrela. Uma espécie de nártex é constituída pela parte arquitetónica abaixo da torre principal, na entrada da catedral.
No final da nave central, no arco triunfal do coro, encontra-se um fresco de enorme dimensão, representando o Juízo Final, realizado em 1471 por Hans Schüchlin. Com os seus 145 metros quadrados, é um dos maiores frescos a norte dos Alpes.
A igreja está repleta de vitrais, um mais bonito do que o outro.
Mas, além da grandiosidade, o que mais me fascinou foram as estátuas de madeira esculpidas, encostadas às paredes do coro.
As figuras do lado norte, têm os nomes de homens ilustres da antiguidade: Pitágoras, Cícero, Terêncio, no lado sul estão as mulheres da antiguidade representadas através das Sibilas. O que não está previsto muitas vezes marca.
Uma catedral que, pelas suas dimensões e altura, permite-nos ficar um bom tempo com o nariz para cima, olhando para o céu… para nos sentirmos mais próximos de Deus.
Caros leitores, fiquem atentos, pois estão a chegar novas viagens, novas descobertas, novos destinos espirituais a conhecer.
Acompanhem-me na próxima viagem à descoberta de outro símbolo de espiritualidade.
Texto e fotos: Cristiano Cirillo
circri22@gmail.com
Artigo da edição de fevereiro de 2026 do Jornal da Família





