Com frequência nos apercebemos da evolução da qualidade, do design e do tamanho dos estojos escolares. Acompanham as mochilas porque são parte integrante e fundamental para o estudo. Estes estojos podem ter vários formatos e têm de tudo: lápis, caneta, borracha, lápis de cor, giz, afia, máquina de calcular, corretores, transferidor, tesoura, pen, cola, entre outros. Aumentam o peso da mochila e, às vezes, a exposição do material que lá esta dentro, na mesa da sala de aula, para cada disciplina, leva o seu tempo e distrai. Isto acontece com frequência nos primeiros anos de escolaridade, 1º ciclo, mais novinhos e pouco experientes. À medida que a idade vai avançando, o estojo vai sendo colocado de lado, pelos mais variados motivos, chegando mesmo a ser esquecido em casa. Uma esferográfica consegue resolver a parte de escrita dos textos, para alguns alunos, no máximo duas, uma de cada cor, claro! Gradualmente, damos conta que os cadernos começam a ter menos cor, o que, de certa forma, facilita a compreensão dos apontamentos e registos da aula.
Quando os alunos decidem utilizar um sem número de cores para embelezar o caderno, o resultado da aprendizagem vai ser mais difícil, pois não se consegue perceber o que é para destacar, reter, e perceber. Desta forma os apontamentos dão muito pouca informação. E, para quem quer organizar bem o estudo é importante ter em conta a forma como se apresenta o texto. Então, de acordo com estudos efetuados na especialidade, o melhor é escolher poucas cores, no máximo 4, e a cada uma delas atribuir uma função, relativamente à informação do conteúdo. Azul, preto, vermelho e verde. As primeiras duas, para registarem o texto e o título, e o vermelho e o verde para destacarem palavras ou conteúdos. É uma metodologia de aprendizagem específica e fácil, que pode ser utilizada por todos, em qualquer momento de estudo e aprendizagem. Funciona como um verdadeiro código comunicativo que melhora a visualização rápida e a retenção das ideias fulcrais. Facilita a memorização e a concentração e, ao tornar-se um hábito, aumenta a qualidade das aprendizagens e a compreensão.
Esta técnica, adaptada às caraterísticas de cada um, permite uma organização mais objetiva dos apontamentos ou mesmos resumos e uma maior vontade para estudar. Aos Encarregados de Educação que acompanham os alunos no estudo em casa, esta também pode ser uma boa informação para colocarem em prática.
Vamos, então, estar atentos e melhorar a qualidade do estudo.
Goretti Valente
Artigo da edição de março de 2026 do Jornal da Família
Ilustração IA




