O mês de julho é aquele que mais marca os alunos e as famílias por causa dos exames, das notas, e, sobretudo, da escolha do curso a seguir. Qual? Porquê? Onde e quando? Muitas questões que implicam reflexão, ponderação, trabalho de equipa e informações concretas e reais. Tomar decisões relativamente ao futuro não é fácil, porque paira sempre no ar o facto de não se ter feito a escolha certa. Mesmo no 12º ano, ainda são muito novos para poderem tomar decisões desta importância sem a ajuda dos professores e da família. Conversar com colegas e amigos também é esclarecedor, no entanto, a decisão deve ser de cada um. Para uma mesma pergunta pode haver várias respostas e certas, porque as características, valores e estilos de vida são diferentes. É um momento de análise e introspeção imprescindível e enriquecedor.
Como tornar este momento mais ameno e menos ansioso e preocupante? Não há regras concretas, mas podemos considerar algumas tarefas e etapas realizadas por antecipação para esta fase, como por exemplo as preferências laborais de cada um, os talentos manifestados, capacidade de trabalho, envolvimento, valores, forma de agir e pensar e projetos para o futuro. Na sequência destas avaliações internas e externas, podemos dizer que vai ser mais fácil escolher o curso que melhor se adapta. Listar as disciplinas com melhores notas, que mais agradam e mais despertam os alunos é também uma informação importante para melhor se considerar a seleção das áreas de estudo a escolher. Estar informado sobre a aplicação no mercado de trabalho, de um determinado curso, ativa também uma boa decisão. Avaliar as distâncias da área de residência, a qualidade de vida de determinada cidade para onde pensam ir estudar, a cultura da Universidade ou Politécnico são conhecimentos que permitem decidir com mais eficácia. O talento natural não deve ser colocado de parte, pelo contrário, deve fazer parte da equação, uma vez que é bom que o aluno esteja bem, com gosto no curso que escolheu.
Especialistas na área explicam que mais de quatro opções para considerar é muito, e torna a decisão mais complicada. Então, equacionem as quatro, e, em família tomem a melhor decisão. Um trabalho de equipa que vai criar memórias agradáveis. Tudo num ambiente tranquilo, envolvente e colaborativo. Um exemplo a considerar para a vida.
Apoio, esperança, confiança e resiliência, consideramos as ferramentas básicas a utilizar neste momento e neste contexto. Atitude positiva também importa. Ter e ser família é para estes momentos.
Boas escolhas e boas férias em família!
Goretti Valente
Artigo da edição de julho de 2026 do Jornal da Família
Foto: Magnific





