São João de Latrão, joia jubilar

É a “mãe” de todas as igrejas de Roma e do mundo. A Basílica de São João de Latrão é uma das quatro basílicas papais e um tesouro a descobrir com o “guia” Cristiano Cirillo.

No dia 29 de dezembro, o vigário-geral do Papa para a diocese de Roma, cardeal Baldo Reina, abriu a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão. Mas, o que é que vamos encontrar quando entrarmos por essa porta?

“Omnium urbis et orbis Ecclesiarum Mater et Caput” (A Mãe de todas as Igrejas de Roma e do mundo). É assim que é conhecida a Arquibasílica Papal de São João de Latrão, a Igreja Catedral de Roma e a Sede Eclesiástica oficial do Bispo, o Papa. De facto, a Basílica de Latrão é a Sede das cerimónias de entronização do Papa, que aqui se torna o Bispo de Roma, e esta é a sua Catedral.

Construída por Constantino, o Grande, no século IV d.C., é a primeira das quatro Basílicas principais de Roma e a mais antiga do cristianismo. A Catedral foi dedicada ao Salvador em 318. Foi adornada com esplêndidos frisos, incluindo sete altares de prata, com sete candelabros de ouro embutidos com retratos de profetas. Constantino construiu também o Batistério no canto noroeste da igreja, que ainda subsiste na sua conceção original.

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A Basílica foi consagrada em 324 pelo sucessor de Melquíades, o Papa Silvestre I, e dedicada, por vontade do imperador, ao Santíssimo Cristo Salvador.

No século IX, Sérgio III dedicou-a também a São João Batista, e o Papa Lúcio II, no século XII, acrescentou São João Evangelista. Ao lado da Catedral encontra-se o Palácio Lateranense, conhecido como Patriarcado, que foi residência oficial do Papa, até ao século XV.

Ao passarmos a Porta Santa, entra-se num lugar majestoso, aqui encontra-se a Cátedra Papal, ou seja, o trono reservado ao Bispo de Roma, símbolo do seu poder religioso e temporal. Uma longa nave principal que termina com um grande arco triunfal, por detrás do qual se encontra o altar papal coroado por um valioso sacrário de meados do século XIV, sobre o qual, por detrás de grossas grades metálicas, se encontram as relíquias dos Santos Pedro e Paulo, encerradas em preciosos relicários de prata.

O teto, obra do Maneirismo, é atribuído a Daniele da Volterra e o pavimento, em estilo cosmatesco, são verdadeiras joias.

A Catedral de São João de Latrão é um grande tesouro de obras de arte e de beleza, cheia de espiritualidade, que poderemos descobrir quando atravessarmos a Porta Santa neste Ano Jubilar, convocado pelo Papa Francisco, sob o lema “Peregrinos de Esperança”.

 Texto e fotos: Cristiano Cirillo
circri@libero.it
Artigo da edição
de janeiro de 2025 do Jornal da Família

 

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