Basílica de São Paulo fora dos Muros

É das mais importantes e imponentes basílicas papais e faz memória daquele que terá sido o primeiro grande missionário da Igreja. Cristiano Cirillo faz-nos uma visita guiada à Basílica de São Paulo fora dos Muros.

Caros leitores, concluímos este percurso pelas Basílicas romanas com o último Templo Jubilar, a Basílica de São Paulo fora dos Muros. Uma basílica peculiar.

Antes de mais, pelo seu nome, fora dos muros, mas que muros? As antigas muralhas que outrora circundavam a cidade de Roma, neste caso, o Túmulo de São Paulo, estava fora dessas antigas muralhas. Erguida no século IV d.C., a Basílica de São Paulo fora dos Muros é uma das quatro Basílicas maiores de Roma, ficando apenas atrás da Basílica de São Pedro.

Quem foi Paulo? Paulo de Tarso, nascido na então Cilícia, na Ásia Menor, presumivelmente por volta do ano 10 d.C., com o nome de Saulo, pode ser considerado o primeiro grande missionário da Igreja. De família judia, tornou-se cristão e, de perseguidor dos cristãos, tornou-se missionário da Palavra. Acusado pelos judeus de pregar contra a lei e de introduzir no templo um pagão convertido, foi preso, mas, no julgamento, Paulo, como cidadão romano, apelou para o imperador e foi transferido para Roma. Aqui, em Roma, morreu como mártir e, após a sua execução no século I d.C., foi erguido um Santuário no local onde o santo foi sepultado.

A Basílica é um testemunho impressionante da arte bizantina, românica e gótica. Tem uma planta em cruz latina e está dividida em cinco naves, separadas por quatro filas de 20 colunas monolíticas de granito e não tem capelas laterais. Na faixa imediatamente acima dos arcos que dividem as naves, há uma série de medalhões com retratos de todos os pontífices, de São Pedro ao Papa Francisco, realizados com a técnica do mosaico e sobre um fundo dourado. Foram iniciados no ano de 1847, durante o pontificado de Pio IX. A ideia para esta série de medalhões tem as suas raízes na antiga basílica, uma vez que também estavam presentes nesta última. Segundo uma lenda, Cristo voltará quando já não houver espaço suficiente para um novo medalhão. No entanto, apenas dois Papas estão sepultados em São Paulo: S. Félix III, porque o túmulo da família se encontrava aqui, e João XIII, porque o pediu expressamente no seu testamento.

É interessante também o grandioso átrio com 150 colunas, a partir do qual se pode contemplar o exterior da Basília coberto por um enorme mosaico dourado, criado entre 1854 e 1874, que reflete os raios de sol. O centro do grande pátio ajardinado é dominado por uma estátua colossal de São Paulo, com palmeiras que comemoram o local de nascimento do Santo.

Atualmente, esta Basílica é governada por monges beneditinos.

Uma história fascinante para um lugar único a visitar, em Ano jubilar…

Acompanhem-me na nossa próxima viagem para descobrir outro lugar sagrado, belo, interessante e cheio de história.

Texto e Fotos: Cristiano Cirillo
circri@libero.it
Artigo da edição de março de 2025 do Jornal da Família

 

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