Igreja e família em reflexão no núcleo do MLC de Viseu

“Igreja ao serviço da Família” foi o ponto de partida para um dia de retiro promovido pelo núcleo do Movimento por um Lar Cristão de Viseu.

No dia 27 de abril assinalou-se o Domingo da Divina Misericórdia e dia de Santa Zita. Neste dia, o Movimento por um Lar Cristão (MLC) e as Associadas da Obra de Santa Zita realizaram, na Casa de Viseu, um dia de retiro, orientado pelo Reverendo Pe.  José Alves, da Missão Vicentina. O retiro iniciou com Oração de Laudes e breve reflexão sobre o Ano Jubilar da Esperança e também o Jubileu do Centenário Sacerdotal do Venerável Pe. Joaquim Alves Brás. O Pe. José Alves alertou para a importância de todas as atividades que se têm realizado ao longo deste Triénio no sentido de celebrar o Pe. Joaquim Alves Brás.  Incentivou-nos a participar no Congresso Internacional “Atravessados pelo Amor e pela Esperança” – “Cuidar a Família como(o) o Pe. Brás” agendado para os dias 17 e 18 de maio, no Centro de Estudos em Fátima.  

Seguiu-se uma reflexão com o tema: “Igreja ao serviço da família”que nos falou sobre os desafios atuais do matrimónio e da vida familiar num contexto de rápidas mudanças sociais e culturais, que se vivem na nossa sociedade atual. Sublinhou a necessidade de silêncio interior, da escuta do Evangelho e ações concretas de amor, caridade e misericórdia, em sintonia com os ensinamentos do Papa Francisco.  

Num segundo momento foram partilhadas algumas ideias e reunidas sugestões sobre o papel central da Igreja no apoio às famílias, para que haja mais firmeza na vivência da fé em busca da verdade, mais atenção às situações de dificuldades familiares, carências morais e sociais. Fez-se uma referência especial aos casais mais jovens que se encontravam presentes neste retiro, incentivando-os a descobrir a verdadeira vocação ao amor e ao serviço da vida.

Destacou-se ainda a nossa missão na Igreja como comunidade inclusiva, chamada a acolher todos e a refletir a luz de Cristo, através de gestos de misericórdia e esperança.

No final da tarde, concluímos com chave de ouro com a celebração da Eucaristia, em que os textos nos falaram da Misericórdia de Deus, que veio reforçar toda a nossa reflexão deste dia. O conferente, Pe. José Alves, relembrou-nos mais uma vez o ano especial em que estamos a celebrar o Centenário Sacerdotal do Venerável Pe. Joaquim Alves Brás, realçou a sua visão da família como “a escola onde se formam os Cristãos e os Cidadãos “.  Que bom seria se cada um de nós imitasse o zeloque o Pe. Brás tinha pelo bem da família.

Como também era o dia Santa Zita, terminámos a Eucaristia com a recitação da Oração de Santa Zita, estampada numa pagela que nos foi oferecida com a sua imagem. Terminámos com lanche partilhado, onde tivemos oportunidade de conviver e falar da riqueza que foi para todos nós este dia.

Casal José e Licínia Figueiredo
Artigo da edição de junho de 2025 do Jornal da Família

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

O amor no matrimónio: entre a beleza e os desafios

O Capítulo IV da ‘Amoris Laetitia’ ganha vida na voz de João dos Santos Silva e de Maria Margarida Bogalheiro, que revelam um matrimónio construído na entreajuda diária, na amizade e na fé que lança “uma corda” quando “o barco está a afundar”. Há dias que “não são fáceis” e reconhecem que já se deitaram “sem fazer as pazes”. Mas o amor salva o matrimónio.

Ler Mais >>

A Grandeza da Pessoa Humana

A ‘Magnifca Humanitas’ convoca-nos para a “apaixonante missão de dar forma ao nosso tempo”, afirma Juan Ambrosio na análise que faz da primeira Encíclica do Papa Leão XIV. Para o professor de teologia da Universidade Católica Portuguesa o documento papal convida-nos a construir uma história onde “a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça seja promovida e a fraternidade seja possibilitada”, onde “o progresso deve estar ao serviço da pessoa e nunca contra ela”.

Ler Mais >>

A secularidade consagrada vivida no coração do mundo secularizado como presença da Igreja sinodal

Num tempo em que a fé parece afastar-se do espaço público, a secularidade consagrada emerge como um sinal discreto da presença da Igreja no coração da sociedade. Vivendo plenamente inseridos nos ambientes profissionais, culturais e familiares, os consagrados seculares tornam visível uma Igreja sinodal que escuta, dialoga e participa ativamente na construção de um mundo mais humano.

Ler Mais >>