Assis: de Francisco a Carlo, a falar ao coração dos jovens

Uma pequena vila situada nas encostas do monte Subásio, na Úmbria, junta um Santo “antigo” e um Santo “novo”. Em Assis encontramos São Francisco e o recente São Carlo Acutis, em que o exemplo de vida fala ao coração dos jovens.

,A Grande Espiritualidade respira-se na cidade da Paz, Assis. Uma pequena vila situada nas encostas do monte Subasio, na Úmbria. Aqui, nesta cidade, existem muitas igrejas e basílicas e a mais conhecida é dedicada a São Francisco. Mas, há uma, quase escondida, que recentemente começou a ter grande sucesso, é a basílica da renúncia. Aqui, São Francisco renunciou aos seus bens, aqui Francisco renunciou às suas ricas vestes diante do seu pai e do bispo da cidade, escolhendo viver de acordo com o Evangelho. O seu gesto, foi uma escolha vocacional que marcou o início da sua nova vida e do seu ministério. O despojamento simboliza um renascimento espiritual e uma entrega total a Deus, representando a passagem de um pai terreno para um «Pai celestial».

Também conhecida como igreja de Santa Maria Maior, a igreja apresenta um portal de entrada inserido numa arcada ogival e uma rosácea, datada de 1162. O interior tem uma planta basilical com três naves, separadas por pilares. Nas paredes há frescos, alguns fragmentários, que datam de um período entre os séculos XIV e XVI. Entre elas estão um Santo diácono atribuído a Bartolomeo Caporali e uma Crucificação com os Dolentes entre Santos atribuída a Dono Doni.  Tudo aqui nos fala de uma linguagem belíssima, a da espiritualidade. Mas, atualmente este lugar também fala de juventude, porque aqui repousam os restos mortais de São Carlo Acutis, dentro de um monumento branco na nave direita. Carlo era um jovem de 15 anos, faleceu de uma leucemia fulminante, foi canonizado pelo Papa Leão XIV, no passado dia 7 de setembro.

                   

Desde pequeno demonstrou uma profunda fé católica, com uma forte devoção pela Eucaristia, que definia como «a autoestrada para o Céu». Dedicou-se ativamente ao voluntariado, ajudando os necessitados e os sem-abrigo, nas cantinas para os pobres e nas atividades extracurriculares. Utilizou os seus conhecimentos de informática e programação para criar sites que mapeavam os milagres eucarísticos no mundo, colocando a tecnologia ao serviço da evangelização.

Além das suas atividades religiosas e de voluntariado, ele era também um jovem como tantos outros: tocava saxofone, jogava futebol e videojogos. O Santuário era um lugar muito importante para Carlo, aqui frequentava a Eucaristia e cuidava a vida espiritual, em particular devido à sua devoção a São Francisco. Aqui, os jovens param para meditar, atraídos pelo exemplo de Carlo, um pequeno grão de trigo que cai na terra e dá o seu fruto mais precioso, falando, assim, ao coração da juventude.

 Estejam atentos caros leitores, na próxima edição, vamos a…

Texto e fotos: Cristiano Cirillo
circri22@gmail.com
Artigo da edição de novembro de 2025 do Jornal da Família

 

 

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

A Grandeza da Pessoa Humana

A ‘Magnifca Humanitas’ convoca-nos para a “apaixonante missão de dar forma ao nosso tempo”, afirma Juan Ambrosio na análise que faz da primeira Encíclica do Papa Leão XIV. Para o professor de teologia da Universidade Católica Portuguesa o documento papal convida-nos a construir uma história onde “a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça seja promovida e a fraternidade seja possibilitada”, onde “o progresso deve estar ao serviço da pessoa e nunca contra ela”.

Ler Mais >>

A secularidade consagrada vivida no coração do mundo secularizado como presença da Igreja sinodal

Num tempo em que a fé parece afastar-se do espaço público, a secularidade consagrada emerge como um sinal discreto da presença da Igreja no coração da sociedade. Vivendo plenamente inseridos nos ambientes profissionais, culturais e familiares, os consagrados seculares tornam visível uma Igreja sinodal que escuta, dialoga e participa ativamente na construção de um mundo mais humano.

Ler Mais >>

O que não cresce, decresce

Entre a paixão inicial e o compromisso maduro, o matrimónio só floresce quando cresce: exige tempo, renúncia e persistência. Como recorda Furtado Fernandes, “o que não cresce, decresce” e amar é sempre obra em construção do “nós”.

Ler Mais >>