Estilos de aprendizagem, de acordo com cada um!

Respeitar o ritmo e as metodologias de estudo de cada aluno pode fazer a diferença na hora dos exames. Os conselhos da professora Goretti Valente.

Estamos a meio do primeiro período e é preciso pensar na forma como aprender a memorizar alguns conteúdos. Os testes não vão tardar e as notas são um problema. Nem todos têm o mesmo estilo de aprendizagem e estudo. Cada um tem que adequar a forma de estudar ao seu carater, à sua forma de ser, à sua personalidade. Numa turma nem todos os alunos aprendem e estudam da mesma maneira. Estar a impor o método de estudo a um aluno, igual ao do colega que teve um bom resultado, pode não ser eficaz, porque todos somos diferentes. Em casa e na escola devemos estar atentos às caraterísticas de cada um e à forma como compreendem e retêm as informações que lhe são dadas. Há os que retêm melhor informação através das imagens, mapas ou gráficos, isto é, através do visual, outros que preferem o método auditivo, isto é escutar, debater, participar e falar, e ainda há aqueles que aprendem melhor os conteúdos através da prática, das experiências, da participação em atividades. A leitura e a escrita, naturalmente, não podem ser um estilo ignorado, até porque é o mais comum a todos os alunos, porque anotam e registam as informações mais importantes a reter.

Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um é muito importante, bem como as suas preferências metodológicas, para melhor registar e absorver a informação.

Acreditamos que, enquanto pequenos, no começo da escolaridade, é mais difícil detetarmos quais as melhores formas de aprendizagem de cada um. No entanto, já mesmo antes da ida para a escola, nos apercebemos das capacidades de retenção de informação, memorização e até explanação da mesma, em ambientes diferenciados. Na escola vão identificar e aperfeiçoar o seu estilo, num ritmo e ambiente diferente, onde existem mais crianças e jovens da mesma idade e com caraterísticas e personalidades diversas. É uma forma de socialização e interação a partilha de conhecimentos sobre a melhor forma de estudar. Promove até uma melhor integração e um melhor ambiente de estudo e participação nas aulas.

Os métodos de estudo são individuais, porque devem respeitar a forma de ser e estar de cada um e também do ambiente onde vivem. O método aplicado num aluno pode não resultar, aplicado num outro. Comparações devem ser evitadas, porque podem desencadear alguma ansiedade e frustração.

À medida que vão crescendo, verificamos que cada aluno vai encontrando o seu caminho no estudo, a sua própria forma, o seu local apropriado e as ferramentas que gosta e precisa de utilizar, com vista a resultados positivos. É uma evolução gradual, mas muito proveitosa, onde os estilos podem variar, de acordo com a idade e com os conteúdos das disciplinas, não esquecendo as preferências de cada um.

  A atenção a estes pequenos pormenores, que podem fazer a diferença no crescimento e desenvolvimento da atividade escolar, é imprescindível.

Estudar até é fácil e até é bom, quando encontramos o método e o estilo.

Bons estudos! Bons métodos! Bons estilos!

Goretti Valente
Artigo da edição de novembro de 2025 do Jornal da Família

Foto: Pexels

Partilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Relacionado

Outras Notícias

Pessoas que vivem com demência

Estantes que abanam, memórias que caem, emoções que permanecem. Foi esta simples metáfora que marcou Juan Ambrosio num encontro dedicado ao tema da demência. Viver com demência é perder memórias, sim, mas é, acima de tudo, continuar a ser pessoa. E, nesse território frágil, o carinho, a presença e a ternura deixam marcas que a doença não apaga.

Ler Mais >>

O elogio milagroso

“Um elogio justo e honesto” pode ser milagroso. A convicção é da professora Goretti Valente, que em época de exames convida a redescobrir o poder de dizer “Tu podes! Tu consegues!”, para levantar ânimos, fortalecer relações e transformar ambientes.

Ler Mais >>

Família é “terreno fértil” para uma cultura do cuidado

O Vaticano publicou o documento ‘A ecologia integral na vida da família’, reafirmando que “os valores que crescem na família são o terreno fértil de onde brota a vida da sociedade”. A nova publicação, fruto do trabalho conjunto de dois dicastérios, quer ajudar as famílias a “viver melhor o cuidado da Criação e de cada pessoa”.

Ler Mais >>

Inteligência artificial e educação – Que pensar? Que fazer?

A inteligência artificial (IA) entrou na escola com as suas potencialidades, mas também com riscos que não podemos ignorar. Entre o artificial e o natural, torna se essencial refletir sobre o lugar desta tecnologia na educação. E, sobretudo, recordar que nenhuma inovação pode substituir a relação humana que sustenta o ato de ensinar e aprender. A reflexão é do professor Carlos Campos.

Ler Mais >>