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O Secretariado Diocesano da Pastoral da Família (SDPF) de Coimbra está empenhado na revitalização do Centro de Aconselhamento Familiar (CAF), um serviço com 27 anos de existência que funciona em colaboração com o Instituto Secular das Cooperadoras da Família.
Criado no âmbito do SDPF de Coimbra, o CAF procura afirmar-se como um espaço de acolhimento, escuta e orientação nas áreas do amor, do namoro, do casamento e da vida familiar. A intenção atual passa por renovar e reforçar este serviço.
“O CAF nasceu a partir do Secretariado da Família da diocese de Coimbra. A ideia é não deixar morrer este serviço, que tem todo o valor”, explica o padre João Paulo Vaz, assistente espiritual do SDPF de Coimbra. Segundo o responsável, pretende-se iniciar um processo de renovação da imagem e da divulgação do centro. “Pretendemos renovar a imagem do CAF, criar um novo logotipo e fazer um reforço da divulgação da oferta dos serviços prestados”, afirma.
Além da atualização da imagem, a revitalização inclui a intenção de reforçar a equipa técnica e os recursos disponíveis. “Revitalizar um pouco o CAF como centro de aconselhamento familiar e tê-lo a funcionar. E, por isso mesmo, renovar também a equipa, pensar noutras pessoas que sejam envolvidas no processo de atendimento e de acompanhamento”, refere o sacerdote, admitindo que se pretende integrar novos especialistas, como psicólogos e psiquiatras, embora esses passos ainda estejam em fase de planeamento.
Para o padre João Paulo Vaz, a continuidade do CAF é essencial enquanto expressão da missão da Igreja junto das famílias. “Parece-nos que é um serviço de Igreja que é necessário manter e oferecer”, sublinha, destacando também a dimensão espiritual do acompanhamento prestado, para além das questões sociais ou económicas que possam surgir e que também serão encaminhadas.
O centro funciona com uma equipa multidisciplinar composta por colaboradores, especialistas e voluntários das áreas do serviço social, direito, psicologia, medicina e sacerdócio. O atendimento é gratuito e confidencial, procurando oferecer respostas adequadas às necessidades de cada pessoa ou família, ou encaminhá-las para os recursos mais indicados.
Na linha da frente do acolhimento está Lucinda Teixeira, Cooperadora da Família, responsável pelo atendimento permanente. “Eu faço a triagem que depois é encaminhada para os vários membros da equipa. Mas a minha missão também é de muita escuta”, explica. Ainda assim, sublinha que nem todas as situações se resolvem apenas com escuta: “Há situações que não basta apenas escutar, temos de agir e, nesse sentido, essas situações são reencaminhadas para a equipa”.
Assumindo-se como um espaço de proximidade e acompanhamento, o CAF pretende continuar a ser um ponto de referência para famílias em contextos de maior fragilidade, reforçando a sua presença e capacidade de resposta junto da comunidade.
IM
Artigo da edição de março de 2026 do Jornal da Família
Foto (D.R.): Celebração do 27.º aniversário do CAF (31 de janeiro 2026)





