Pastoral Familiar – “Tenho a impressão que já se fez mais”, afirma o padre José Alves

Dez anos após a publicação da ‘Amoris Laetitia’, o padre José Augusto Gonçalves Alves teme que a pastoral familiar tenha perdido o impulso que já teve. “Tenho a impressão que já se fez mais”, afirma o sacerdote vicentino e assistente espiritual do núcleo de Viseu do Movimento por um Lar Cristão. O padre José Alves defende uma pastoral “missionária “e “em saída”, em que a formação dos agentes da pastoral deve ir além da formação filosófica e teológica.
“O amor nunca foi feito para ficar fechado entre duas pessoas”

Ana Bem e Hélder da Silva celebram este ano 25 anos de casamento e 34 de namoro. São eles que nos ajudam a refletir sobre o Capítulo V da ´Amoris Laetitia’ – O Amor que se torna fecundo. Por entre a vida familiar, a vida profissional e o serviço à Igreja e à comunidade, afirmam que “o amor nunca foi feito para ficar fechado entre duas pessoas” e “nunca fica mais pequeno quando é partilhado”.
O amor no matrimónio: entre a beleza e os desafios

O Capítulo IV da ‘Amoris Laetitia’ ganha vida na voz de João dos Santos Silva e de Maria Margarida Bogalheiro, que revelam um matrimónio construído na entreajuda diária, na amizade e na fé que lança “uma corda” quando “o barco está a afundar”. Há dias que “não são fáceis” e reconhecem que já se deitaram “sem fazer as pazes”. Mas o amor salva o matrimónio.
“Durante muito tempo reforçámos a meta”, agora “reforçámos o acompanhamento”

No 4.º episódio do podcast “Amoris Laetitia – 10 anos depois” olhamos o Capítulo III, “O olhar fixo em Jesus: a vocação da família”, com a ajuda do cónego Rui Pedro Trigo Carvalho.
“Parece que estamos a ler a nossa própria vida”

Dez anos depois da publicação, a ‘Amoris Laetitia’ continua a soar menos como um documento e mais como um espelho. “Parece que estamos a ler a nossa própria vida”, conta o casal Betina Rodrigues e João Miguel Nogueira, que nos mostram como o Capítulo II – dedicado à realidade e aos desafios das famílias – permanece atual.
Padre TóJó destaca visão “realista” da família e “espaço de misericórdia e perdão”

O primeiro capítulo da ‘Amoris Laetitia’ apresenta a família a partir de uma perspetiva bíblica realista. Uma abordagem que, segundo o padre TóJó, ajuda a Igreja a acompanhar melhor as fragilidades da vida familiar. A pastoral, disse, deve deixar de ser “um tribunal de julgamento” para se tornar “um espaço de misericórdia e perdão”.